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Rodrigo Constantino

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Jordan Peterson desmonta falácias feministas em entrevista hostil

O psicólogo clínico e professor Jordan Peterson, bastante influente com seus vídeos no YouTube, foi ao Reino Unido lançar seu novo livro 12 Rules for Life, sobre como reagir ao caos pós-moderno. Peterson acredita que os meninos de hoje não aprendem direito em casa a amadurecer como homens, a assumir responsabilidades, a assumir sua masculinidade.

Em entrevista ao Channel 4 sobre o livro, Peterson precisou demonstrar bastante autocontrole diante da insistente tentativa da entrevistadora em distorcer seus pontos de vista para pintá-lo como um machista preconceituoso. Ele está acostumado a esse tipo de coisa, pois recebe ataques dessa natureza faz tempo.

O papel da entrevistadora foi lamentável e o resultado foi um fiasco, expondo seu despreparo, sua ideologia feminista, sua incapacidade de escutar o que o entrevistado estava dizendo. Sobre o “hiato dos salários” entre homens e mulheres a coisa realmente saiu de controle, e só podemos concluir que ou a jornalista é muito limitada, ou agiu de má-fé. Vejam:

A entrevista foi duramente criticada por Douglas Murray na The Spectator. A conclusão do autor sobre a postura inaceitável de Cathy Newman é de que isso nem se trata de uma entrevista, e os jornalistas do país deveriam se sentir envergonhados.

Para Murray, a entrevista mostrou que se tornou aceitável para um entrevistador entrar com nada além de uma ambição de demonstrar sua superioridade moral à custa do entrevistado. Isso pode ser divertido, admite. Mas impede que o público aprenda qualquer coisa.

Na verdade, a única coisa que faz é substituir a discussão séria por uma incorporação de preconceitos existentes. É em lugares como esse que a “divisão” que ouvimos tanto ocorre, aponta o autor. Se você por acaso compartilhar os pontos de vista de Cathy Newman, então você quer que ela não apenas os mostre, mas esmague ou exponha quaisquer inimigos.

Mas faltam argumentos e sobra sua “atitude”. E uma atitude preguiçosa, diga-se. Em face dos fatos, ela é reduzida a falar sobre pessoas que conhece. Não quer debater a sério para conhecer a verdade, pois já tem a ideologia do ressentimento a seu favor. Quem se opõe só pode ser defensor do patriarcado machista. Eis o resultado do pós-modernismo…

Como Bruce Bawer, autor de A Revolução das Vítimas, comentou em recente artigo sobre a polêmica envolvendo Catherine Deneuve e as atrizes de Hollywood: “Quando eu era jovem eu nunca pensei que me encontraria falando algo assim, mas hoje em dia é muito mais fácil ser gay”. Ele, que é homossexual assumido, reconhece que nessa “marcha das minorias oprimidas” e com essa terceira geração radical de feministas a vida do homem macho ficou cada vez mais insuportável.

A prova está nessa “entrevista” em que Jordan Peterson precisou demonstrar toda a sua calma e refinamento de um gentleman, mesmo sendo difamado, atacado e tendo suas palavras distorcidas por uma entrevistadora despreparada, raivosa e indelicada. Nos bons e velhos tempos, seria absolutamente compreensível se ele simplesmente gritasse: “Cala a boca, Magda!”

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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