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Mais um bandido é amarrado no poste, mas este tem um "defeito": é branco!

Parece que a coisa está virando moda mesmo: mais um caso de marginal espancado e amarrado em poste. Vejam do G1:

Um rapaz de 26 anos foi amarrado com cordas a um poste na tarde desta quinta-feira (13) na cidade de Itajaí, na região do Vale, após assaltar uma lanchonete. Segundo a Polícia Militar, o fato aconteceu por volta das 14h no bairro Cordeiros. Como não conseguiu fugir e estava desarmado, o suspeito foi detido por populares e recebeu socos e pontapés até sangrar.

O episódio lembra o fato que ocorreu no Rio de Janeiro no último dia 31 de janeiro, quando um adolescente de 15 anos foi encontrado nu acorrentado pelo pescoço a um poste com uma tranca de bicicleta após ser agredido a pauladas por um grupo encapuzado. Segundo moradores, ele fazia parte de uma quadrilha que praticava assaltos na Zona Sul.

Aqui, não pretendo nem entrar na questão da legitimidade ou não do ato, que já tratei em outra ocasião. Meu foco será apenas a reação da turma de sempre, aqueles “especialistas” nas áreas humanas, os sociólogos, antropólogos e psicólogos.

Duvido muito que o caso gere o mesmo tipo de revolta ou reação histriônica. A idade do meliante explica parte da mudança. O outro, do Flamengo, era menor de idade. Mas não é apenas – ou principalmente – isso. O mais relevante mesmo, para a gritante diferença de postura (vejam bem, estou apostando que será assim, não sabemos ainda) é a cor do marginal.

Um branco preso ao poste não tem o mesmo, como podemos dizer?, charme para a esquerda caviar. Esta gosta de apelar para a vitimização das minorias, aqui entendida de forma um tanto elástica, já que a soma das “minorias” pode resultar em uma ampla maioria. Mas somente aqueles que ficam de fora da categoria homem, branco, heterossexual, cristão e ocidental podem ser retratados como “vítimas do sistema”.

Prenderam o marginal “errado” no poste dessa vez. Não serão capazes de tocar fundo no coração de nossos ilustres defensores dos “direitos humanos”…

Rodrigo Constantino

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