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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Menor inflação desde o Plano Real e mais de 500 mil vagas de trabalho criadas após 3 anos de queda

 

O primeiro mês do ano teve a inflação mais baixa desde o Plano Real, implementado em 1994. Considerado a prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou variação de 0,3% em janeiro. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (23/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado fraco foi possível porque, segundo o levantamento, os grupos de transporte e vestuário tiveram deflação — queda nos preços — de 0,47% e 0,16%, respectivamente. Na contramão, Alimentação subiu 0,87%, registrando o maior impacto no índice. Os demais grupos variaram entre o 0,06% de Comunicação e o 0,68% de Saúde e cuidados pessoais, conforme mostra a tabela a seguir. Em Habitação (0,08%), a energia elétrica (-0,73%) caiu pelo quarto mês consecutivo.

Enquanto o índice de preços caía… novas vagas de trabalho com carteira assinada eram criadas:

O Brasil criou 529.554 vagas de emprego com carteira assinada em 2018, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Ministério da Economia. O resultado vem após três anos de queda, e é o melhor desde 2013, quando o saldo foi positivo em 1.138.562 postos de trabalho.  O número se refere ao saldo, ou seja, às contratações menos demissões. Em 2018, foram 15.384.283 contratações e 14.854.729 demissões.

Qualquer brasileiro sabe que a situação ainda está bem complicada, e não chega a festejar demais esses indicadores. Mas economia se faz na margem, na segunda derivada, e o que importa aqui é destacar que as coisas estão melhorando aos poucos. A situação deixada pelo PT foi de caos total, de terra arrasada, com inflação em alta e emprego em baixa. O PIB chegou a cair mais de 7% em pouco mais de dois anos, o desemprego atingiu 14 milhões de pessoas, e mesmo assim a inflação subia. Era a visão do inferno!

As coisas começaram a mudar com Michel Temer e suas reformas mais liberais, traçadas na “ponte para o futuro”. Era o resgate de algum bom senso, após anos de nacional-desenvolvimentismo petista, fora pedaladas e politicagem nas estatais. Temer teria ido ainda mais longe nas reformas, não fosse o escândalo envolvendo Joesley Batista, numa operação para lá de suspeita.

Guilherme Fiuza, que desde o começo foi bem crítico ao que se passou ali, inclusive à cobertura do grupo Globo (o que pode ter lhe custado o emprego), sempre apontou para a possibilidade de tudo ser uma espécie de golpe para impedir as mudanças, já que elas afetam a turma vermelha, a mesma que virou a “resistência de auditório” contra a “ameaça fascista” enquanto grita “Lula livre”. Fiuza comentou sobre a baixa inflação:

Há, de fato, aqueles que trabalham pelo Brasil, normalmente nos bastidores e sem muito estardalhaço, e aqueles que vivem de estética, de imagem, de retórica, e nada fazem pelo avanço do país. A equipe técnica que Temer apontou está no primeiro grupo; os “reis do lacre”, como sindicalistas, artistas, “jornalistas” e políticos de esquerda em geral estão no segundo grupo. Eles não gostam do fato de que as coisas estão melhorando na economia, justamente porque os “desenvolvimentistas” ligados ao PT foram colocados no olho da rua.

Ainda falta muito para o brasileiro realmente celebrar os dados econômicos. Estamos longe disso. Mas é forçoso reconhecer que Temer estancou a sangria, e deixou a bola na cara do gol para Bolsonaro. O novo presidente encontrou um cenário bem melhor e mais tranquilo, pois parte da limpeza da sujeirada deixada pelo PT já tinha sido feita.

Agora resta Paulo Guedes e sua brilhante equipe, ainda melhor (apesar de ter aproveitado vários quadros do governo Temer), continuar com o trabalho das reformas liberais, para que o Brasil possa finalmente voltar a crescer de forma sustentável e com baixa inflação. Os liberais são os únicos com o mapa de voo correto. Para um bom economista, não é tão complicado assim saber o que deve ser feito, restando o desafio enorme de como executar o plano do ponto de vista político.

Já para os “economistas” de esquerda, cada novo fracasso de suas receitas é visto como prova de que é necessário redobrar a aposta na insanidade, enquanto os liberais, chamados para arrumar a bagunça, continuam sendo demonizados eternamente. É o jogo puro da retórica estética…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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