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Rodrigo Constantino

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Não houve conluio entre Trump e russos e esquerda perde sua narrativa principal para 2020

Um documento enviado ao Congresso dos EUA, neste domingo (24), revela que o procurador especial Robert Mueller não encontrou indícios de que o presidente norte-americano Donald Trump, ou algum membro de sua família, estejam envolvidos em conluio com a Rússia durante as eleições americanas de 2016 ou tenham tentado obstruir a Justiça.

“A investigação do Conselho Especial não encontrou indícios de que Trump, em sua campanha, ou qualquer pessoa próxima a ele, conspirou com a Rússia para influenciar na eleição presidencial dos EUA em 2016”, afirma o resumo de quatro páginas do Procurador Geral William P. Barr.

Mais de dois anos foram dedicados a essa investigação, que desde o início vários apontaram para sua inconsistência. Não obstante, os democratas e a mídia mainstream se pegaram a isso como uma boia de salvação, como o caminho para o impeachment de Trump, desejo desde o início para aqueles que não aceitaram a derrota nas urnas.

E agora? Após tantos recursos públicos investidos nessa investigação, após tanto barulho na imprensa, nada foi encontrado. E o que acontece? Fica por isso mesmo? A elite “progressista” vai abandonar a narrativa de que Trump só venceu por causa dos russos? Vão continuar falando em impeachment?

As perguntas são retóricas, claro. Sabemos que os fatos nunca importaram muito para a esquerda. Tudo que eles querem é um discurso eleitoral. Mas não conseguiram nem isso.

Não houve obstrução de justiça, e nada contra Trump foi encontrado. Os democratas ficaram órfãos de seu principal trunfo em 2020. Trump pode e deve comemorar. Quem ainda falar em conluio com russos estará mostrando que é apenas torcedor partidário, nada mais.

Martim Vasques comparou a derrota democrata com aquela de 2016 nas eleições: “Para a imprensa americana, o que ocorreu no último fim de semana, com a divulgação do relatório Mueller, retirando qualquer evidência de que não havia uma conspiração entre Trump e a Rússia, é uma derrota semelhante ao que se passou em Novembro de 2016”.

Os democratas americanos, cada vez mais radicais no esquerdismo e movidos pelo ódio a Trump, batem cabeça para ver quem vai disputar com o presidente nas próximas eleições. A mídia, tomada pelo mesmo radicalismo e ódio patológico ao presidente republicano, joga lenha na fogueira, apoiando “indiretamente” os mais radicais entre os radicais.

Trump comemora. Vai concorrer provavelmente com algum defensor de causas malucas e perdidas, como o socialismo, e poderá sambar quando alguém puxar da cartola a farsa do conluio russo, que teria garantido sua vitória em 2016. A esquerda americana parece um cego em tiroteio, sem rumo e sem norte, guiada apenas pelo ressentimento e dominada por uma base extremista. Se continuar assim, será derrota certa, ainda que a CNN diga o contrário, de dentro de sua bolha “progressista”.

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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