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Rodrigo Constantino

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Não, imprensa, quem venceu no Canadá foi a esquerda

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Por Alexandre Borges, para o Instituto Liberal

Fiquem alertas: os semi-analfabetos da imprensa bananeira estão traduzindo “liberal”, no sentido americano/canadense (esquerda), por “liberal” (direita), como se entende no Brasil ou na Europa.

É um erro cometido até por alguns dicionários, mas não se engane: o que americanos e canadenses chamam de “liberal” não tem nada de liberal. E qualquer um minimamente familiarizado com política deveria saber disso.

Os jornalistas investem nessa confusão para que você vote em esquerdistas achando que vota em liberais, mas não caia no truque. A palavra “liberal” nos EUA e no Canadá é usada para esquerdistas, lá o PT seria “liberal”. Os direitistas nesses países são chamados de “conservatives” e “classic liberals”.

Muitos brasileiros caem nessa armadilha por conta da guinada ideológica da política por aqui. Como o PSDB, mesmo sendo um partido de centro-esquerda, é chamado de “direita” pelos petistas, inclusive os da imprensa, muito brasileiro confunde “esquerda” com “extrema-esquerda” e “social democracia”, “centro-esquerda” ou “socialismo europeu” com “direita” . O único partido “liberal clássico” do Brasil hoje é o Partido Novo, que acaba de nascer.

Quem venceu as eleições no Canadá foi a esquerda e é um erro absurdo escrever “liberais no poder”, como nessa matéria. É como se o tradutor não soubesse que “football” por lá é um jogo que se joga com bola oval e usando as mãos. Justin Trudeau, o novo primeiro-ministro eleito, é tão esquerdista quanto Barack Obama.

Na Europa, o termo “liberal” assume seu sentido original, o mesmo que usamos no Brasil: defensores do estado como um garantidor da segurança e da ordem e não um engenheiro social ativo que quer redesenhar a sociedade segundo as taras ideológicas da burocracia estatal e radicais da academia.

Não aceite essa terminologia de forma alguma no Brasil, já que não há nada de liberal num esquerdista, a não ser em relação aos seus instintos fisiológicos. Para todo resto, sua agenda é controlar, regular, taxar e proibir. Todo texto político dos EUA ou Canadá em que aparecer o termo “liberalism” você deve entender “esquerdismo”, “progressismo” ou “socialismo”.

Traduzir “liberal” em inglês da América do Norte como “liberal” em português é tão ridículo e absurdo como dizer que “push” é “puxar”, “college” é “colégio”, “actually” é “atualmente” ou “enroll” é “enrolar”. Chega de enrolação.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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