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Rodrigo Constantino

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Nicarágua: mais um país destroçado pelo socialismo (e defendido por PT e PSOL)

A Nicarágua é a nova Venezuela. Mais um país que foi devastado não por algum desastre natural, mas pelo desastre bem artificial do socialismo. A turma do Foro de SP fez mais uma vítima, e jogou um povo inteiro no caos, como sempre acontece quando as receitas da extrema-esquerda são implementadas. Na mídia, um silêncio constrangedor, à exceção da Gazeta do Povo, que colocou o dedo na ferida e deu nome aos bois culpados:

Os “socialismos do século 20” e “socialismos do século 21” têm muito em comum, além do estado de pobreza em que costumam deixar os países em que são aplicados: naquelas nações em que um governo socialista assume após uma revolução que destrona um governo ditatorial, o mais comum é que os novos mandatários se tornem tão ou mais sanguinários quanto aqueles que depuseram. Foi assim em Cuba e é assim na Nicarágua, onde os sandinistas de Daniel Ortega tomaram o poder em 1979, o perderam em 1990 e o retomaram em 2006, pela via eleitoral – assim como outro neocaudilho latino-americano, o venezuelano Hugo Chávez. E Ortega tem seguido à risca a cartilha bolivariana, sacrificando seu povo para se agarrar ao poder.

Nos últimos anos, o esquerdista se empenhou em destruir completamente o sistema de freios e contrapesos, bem como a independência entre poderes, exatamente como Chávez e Nicolás Maduro fizeram na Venezuela. Parlamento e Justiça se tornaram totalmente subservientes ao ditador, e, ainda que continue havendo eleições no país, elas já não têm nada de justo: o principal candidato de oposição foi impedido pela Suprema Corte de disputar o pleito de 2016, vencido por Ortega com 75% dos votos. Aliás, a própria participação do ex-guerrilheiro no pleito só foi possível porque em 2014 a Assembleia Nacional havia emendado a Constituição para permitir ao presidente tentar a reeleição tantas vezes quantas quiser.

[…]

Do lado de Ortega, apenas o Foro de São Paulo, incluindo o Partido dos Trabalhadores. Enquanto o nicaraguense continuava a massacrar seu povo, a entidade que reúne as esquerdas latino-americanas confraternizava em Cuba, solidarizando-se com Ortega. “Sofremos uma contraofensiva neoliberal, imperialista, multifacetada, com guerra econômica, midiática, golpes judiciais e parlamentares, como ocorre na Nicarágua e ocorreu na Venezuela”, disse a secretária de Relações Internacionais do PT, Mônica Valente. Quem também recebeu apoio do Foro, evidentemente, foi o ex-presidente Lula, descrito como “mártir” por Nicolás Maduro. Martírio, de fato, é algo de que carniceiros como Maduro, Ortega e os anfitriões cubanos entendem muito bem: mas sempre na categoria de algozes, pois as verdadeiras vítimas são os povos latino-americanos.

Não obstante, muitos ainda dissociam mais essa tragédia daquilo que a esquerda em geral prega para o Brasil. Ciro Gomes, que chegou a ser tratado como “centro” por parte da mídia, pelo desespero gerado pela liderança de Bolsonaro nas pesquisas, defendeu o regime venezuelano e preferiu chamar a oposição de “fascista”, mostrando como é desumano e insensível.

Enquanto isso, na imprensa, um estranho silêncio. Ou então críticas aos “excessos” e “abusos” do ditador, sem qualquer menção ao socialismo, ao Foro de SP, ao PT e Lula que sempre apoiaram Ortega. O socialismo é o agente oculto dessas tragédias latino-americanas, nunca mencionado pelos jornalistas, focados demais em detonar Trump por qualquer besteira. Alexandre Borges ironizou essa postura:

Quando um “jornalista” resolve falar do tema, sai de baixo. Gilberto Dimenstein, do site Catraca Livre, que “não é de esquerda nem de direita” (risos, ou melhor, gargalhadas) mas que lançou campanha contra Bolsonaro por ser “autoritário” e “antidemocrata” (numa eleição que tem PT, Boulos do PSOL e Manu do Partido COMUNISTA do Brasil), ainda tentou associar Ortega ao capitão, não aos seus companheiros de esquerda:

O grau de inversão deveria chocar, mas vindo de quem vem é apenas o esperado, “business as usual”. Leandro Ruschel não deixou a hipocrisia passar batida:

Se você quiser que o Brasil tenha o mesmo destino da Venezuela e da Nicarágua, então vote no PT, no PSOL, em Ciro Gomes. Mas se você deseja evitar tal catástrofe, então precisa rejeitar a esquerda, os socialistas, e ignorar a mídia mainstream, comprometida com essa mesma ideologia assassina.

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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