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Rodrigo Constantino

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O escárnio do PT com a democracia brasileira

As complicações em torno da chapa presidencial, longe de desunir, têm agregado os petistas ainda mais e estimulado uma mobilização inédita de militância e apoiadores. Nesta quarta-feira (15) será a primeira vez que mais de cinco mil pessoas acompanharão um ato de registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outras entidades sociais ligadas ao partido chegaram à Brasília nesta terça (14). O grupo será acompanhado por líderes petistas em um ato em frente ao TSE por “Lula candidato” enquanto a candidatura presidencial do PT é registrada. 

A mobilização, com concentração a partir do início da tarde, seguirá pela Esplanada dos Ministérios até o TSE, um percurso de cerca de 7 km. Depois de protocolar a candidatura presidencial, o que deve acontecer por volta das 18h, líderes petistas discursarão para a militância. Entre eles, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que formalmente tem a vaga de vice na chapa, mas deve substituir o ex-presidente Lula caso a Justiça Eleitoral confirme sua inelegibilidade. 

A presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, deve ler um recado de Lula, em que ele destaca não ter intenção de renunciar ao direito de se candidatar. 

A marcha partiu sábado (11) de três pontos do entorno do Distrito Federal com cerca de 1,5 mil pessoas cada uma. Eles permanecerão na capital até quinta (16), acampados no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, no Eixo Monumental. 

A excepcionalidade do ato deve-se à também inédita condição de Lula. Preso desde o início de abril na sede da Polícia Federal em Curitiba cumprindo pela de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro, o maior líder petista está inelegível conforme a Lei da Ficha Limpa. Porém, insiste em sua candidatura como uma estratégia de sobrevivência política sua e da legenda. 

O PT insiste com seu escárnio com nossa democracia, rindo da Justiça, cuspindo em nossas instituições republicanas. E conta com o apoio de boa parte da imprensa para seu jogo, para sua narrativa canalha. Pagou muito bem durante seus anos de poder, e hoje colhe os frutos. Mas todo brasileiro decente se sente, com razão, ultrajado diante desse show patético.

Reunir cinco mil pessoas até eu consigo, relativamente fácil. Bolsonaro, ridicularizado diariamente pela imprensa, deve juntar isso só num aeroporto, voluntariamente. Mas eis que a militância paga de uma quadrilha criminosa se torna “apoio popular” na narrativa. O simples fato de Lula continuar sendo considerado nas pesquisas eleitorais já é um desrespeito para com nossa democracia.

Lula não é candidato; é presidiário, um corrupto condenado cumprindo pena. Qualquer outro tratamento é desrespeitoso com toda a Justiça. Que ele jogue sua última cartada para bancar a vítima de perseguição política, é o que se espera de um ególatra com traços de psicopatia. Mas que a mídia siga essa partitura é inaceitável.

O PT já deu todos os sinais do mundo de que não liga a mínima para a Justiça e a democracia. Mira no modelo venezuelano abertamente. Não é “teoria da conspiração” de “reacionário paranoico”, mas confissão oficial da quadrilha. Por que, então, esses bandidos comunistas não passam a ser tratados pelo que são? A resposta diz muito sobre o grau de viés ideológico e prostituição de boa parte da imprensa, cúmplice desses marginais.

Petista e democracia não se misturam. Petista e respeito às leis não podem constar na mesma frase. Só no momento em que a maioria da imprensa passar a assumir isso publicamente, em respeito aos fatos, a mídia resgatará credibilidade e o Brasil terá chance de deixar essa mancha vermelha totalitária para trás. Mas, se a opção for por paparicar Lula ou seus companheiros, como Boulos, nas reportagens e nos bastidores das entrevistas, então é a própria mídia que vai morrer junto com os comunistas, num abraço dos afogados.

À exceção dos cerca de 20% de alienados da seita ou cúmplices do butim, o restante da população sabe que o PT não é um partido político, mas uma quadrilha golpista que não dá a mínima para nossa democracia. Seria bom se a mídia olhasse mais para esses 80%…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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