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Pancadão organizado pela Prefeitura em local público? É o fim da picada!

O leitor sabe o que é o “pancadão”? Não? Faz o seguinte: imagina algum funk qualquer. Agora desce ainda mais o nível, coloca letras bem chulas, ataca bastante a polícia, trata mulher como objeto, e pronto: vc chegou ao funk “pancadão”.

Agora, para se chegar ao baile funk ainda será preciso acrescentar muita droga e baixaria, e inevitavelmente armas ilegais. É comum nesses bailes um espetáculo de vulgaridade, como aqueles “trenzinhos” de sexo, e há vários casos de violência, incluindo morte.

É a triste realidade de muitas favelas brasileiras, a diversão de muitos jovens que não têm outra referência melhor, e ainda escutam dos “formadores de opinião” das elites que isso tudo é o máximo, uma “expressão popular” artística, um grito de protesto legítimo contra o “sistema”. Ai de quem criticar isso tudo, ou defender a igualdade de todos perante as leis, sem privilégios para as “minorias”: um preconceituoso reacionário!

Mas ainda não acabou. Saiba que a Prefeitura de São Paulo, liderada pelo petista Fernando Haddad, resolveu que o “pancadão” é parte da nossa cultura e que, portanto, merece apoio municipal:

O secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial, Antônio Pinto, anunciou na manhã desta sexta-feira (26) que a Prefeitura de São Paulo vai destinar espaços públicos para a realização dos eventos de funk conhecidos como “pancadões”.

A primeira festa vai ser realizada no Parque ao lado da Represa Guarapiranga no dia 7 de dezembro. O secretário disse que o Clube de Regatas Tietê, o Autódromo de Interlagos e o Sambódromo do Anhembi também serão utilizados. “Vamos oferecer diversos espaços da prefeitura para que eles possam organizar essas atividades de maneira mais tranquila”, disse.

O anúncio foi feito na Subprefeitura de Capela do Socorro após reuniões com representantes do funk dos bairros Capela do Socorro e Parelheiros. A Prefeitura pretende ampliar as reuniões em todos os bairros da cidade onde há os bailes funk.

A nossa ideia é não criminalizar uma atividade de lazer, uma atividade de cultura, mas fazer isso com as condições necessárias, com as condições de estrutura, de segurança, e garantindo também a possibilidade de descanso, sem gerar transtorno para a comunidade e para a população”, completou o secretário.

Rodrigo Rodrigues, um dos organizadores dos eventos, comentou a importância da decisão. “O objetivo é tirar essa imagem negativa e mostrar que o funk não é só apologia ao crime e às drogas. Vai ser uma coisa organizada, com uma estrutura profissional, com segurança e policiamento. Creio que 90% do público vai ser beneficiado e apoiar”, comemorou.

Só o fato de ter um secretário de Promoção da Igualdade Racial já dá calafrios em quem rejeita a segregação racial no país. Mas é hilário falarem em não criminalizar “uma atividade de lazer”, quando são os próprios participantes que levam o crime para dentro desses locais. Pergunta: o policiamento nesses locais públicos vai fazer vista grossa para os vários crimes cometidos nos bailes funks atuais?

Engraçado também é a afirmação de que o objetivo é mostrar que o funk não é só apologia ao crime e às drogas. Ou seja, é isso também, mas a Prefeitura do petista não vê problema algum em usar recursos públicos para promover esse importante movimento cultural. É um espanto!

Rodrigo Constantino

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