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Rodrigo Constantino

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Por que darem um privilégio ao Temer que não foi dado ao Lula?

Por Roberto Rachewsky, publicado pelo Instituto Liberal

Temer foi preso preventivamente e Lula só foi preso em segunda instância.

Temer não tem ainda direito a estadia em albergue do governo. Isso é dar tratamento preferencial a ele.

É óbvio que isso é uma ironia.

Lula foi preso ao cabo do devido processo legal através do qual ele foi julgado e condenado em primeira e segunda instâncias, sem contar os inumeros recursos que seu brilhante advogado impetrava no STF. Brilhante por causa do excesso de gumex que usa na esparsa cabeleira ou, dizendo de outro modo, na vasta calvície.

Será que o tratamento diferenciado não tem nada a ver com Temer nem com Lula, mas sim, com Bretas e Moro? Ou será que estão dando agora tratamento aos políticos que só davam aos empresários?

Não conheço os detalhes de cada processo para dizer quem está certo ou quem está errado. O que eu sei é que o nosso sistema jurídico e penal permite leniência conjugada com arbitrariedade. Aos amigos, leniências, aos inimigos arbitrariedade.

Já aviso aos navegantes, não estou defendendo o Temer. Por mim, pode apodrecer na prisão, em cela vizinha à do Lula e de todos os outros políticos que na realidade não passam de ladrões do ladrão maior, o governo espoliador.

O que eu quero dizer é que não adianta querer civilizar o país sem construir instituições que defendam os direitos individuais sob o império de leis objetivas que tratem a todos sob o princípio da inocência até prova em contrário.

Lula foi julgado duas vezes em cada um dos seus casos pelos quais foi condenado. Temer foi julgado quantas vezes?

Depois crucificam o Gilmar Mendes.

Existiram duas revoluções contra o arbítrio, uma nos Estados Unidos e outra na França.

A Revolução Americana resultou no nascimento de uma sociedade baseada na defesa do indivíduo, seus direitos e na justiça.

A Revolução Francesa descambou no Terror onde direitos não existiram nem os humanos, imaginem os individuais. Ali não se buscou a justiça mas a revanche, a vingança desenha-se com o sangue que escorresse da guilhotina que de tão usada o fio da lâmina já estava cego como os jacobinos insanos.

Prisão para todos os bandidos, fim do foro privilegiado, fim do tratamento diferenciado, fim das mamatas, salve o tratamento isonômico, salve a lei objetiva e clara, salve um judiciário que esteja a serviço da verdade e da justiça.

Chega de populismo e demagogia de onde vier, de políticos corruptos ou juízes arbitrários.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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