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Rodrigo Constantino

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Procuradores retiram acusações criminais contra Smollett, apesar de provas: não há mais lei para minorias?

Um dos grandes pilares da civilização ocidental em geral e da América em particular é o império das leis. Todos estão submetidos às mesmas regras, não importa se são ricos e poderosos, negros ou brancos, homens ou mulheres. Cada um terá direito aos mesmos princípios constitucionais, ao devido processo legal, e serão todos inocentes até prova em contrário. Mas, uma vez obtida a prova ou com claras evidências, serão condenados, não importa quem sejam. Já foi assim…

Na era do politicamente correto, em meio a essa marcha das “minorias oprimidas”, sob a “revolução das vítimas”, agora parecem existir duas leis distintas: uma que julga o homem branco cristão ou judeu conservador, e outra para os demais, as tais “minorias”. O duplo padrão parece cada vez mais evidente, e há uma espécie de salvo-conduto para membros dessas “minorias”. Por isso lideranças de movimentos organizados como o Black Lives Matter ou a Antifa agem com cada vez mais ousadia e desrespeito às leis.

Pois bem: vocês devem lembrar do caso do ator negro e gay (minoria dupla, pontos extras) Jussie Smollett, do show “Empire”. Ele alegou que foi vítima de um ataque racista. História furada desde o começo. Teria sido agredido às duas da manhã por apoiadores de Trump, em plena Chicago, e pior: teriam reconhecido o astro do show que provavelmente nenhum conservador sequer conhece! Além disso, as câmeras não mostram somente 60 segundos do trajeto até o hotel, tempo exato de quando teria sido agredido, diz. Mas reaparece nas imagens carregando seu sanduíche! O cara apanha, mas não larga o sanduba…

Não só isso: demorou 40 minutos para chamar a polícia, e quando ela chegou, recusou-se a ceder o telefone, que mostraria com quem falava na hora do “ataque”. Tudo, enfim, patético, o que não impediu a imprensa de comprar a narrativa sem questionamentos: era irresistível demais para os “progressistas”, uma forma tentadora de pintar a América de Trump como racista e terrível, por causa do presidente republicano.

Com o tempo, porém, a polícia mostrou que era tudo uma farsa, com fartas evidências. Smollett pagou os dois “agressores”, imigrantes africanos, que compraram a corda “usada” no suposto ataque. Com a reviravolta do caso, várias acusações foram apresentadas contra o ator, que insiste em sua versão fantástica e ridícula. Não obstante, os procuradores decidiram derrubar, hoje, todas as 16 acusações de crime contra Smollett. Um espanto!

Smollett, que foi preso, pagou $10 mil de fiança. E agora deve sair sem qualquer mancha criminal em seu currículo. “Depois de analisar todos os fatos e circunstâncias do caso, incluindo o serviço voluntário do Sr. Smollett na comunidade e o acordo para perder seu vínculo com a cidade de Chicago, acreditamos que este resultado é uma disposição justa e uma resolução apropriada para este caso”, disse a porta-voz da Procuradoria Tandra Simonton.

Não está claro o motivo da decisão. Normalmente ela ocorre quando o acusado admite alguma responsabilidade e fecha algum tipo de acordo. Mas o relatório divulgado não detalhou maiores explicações para a polêmica decisão. Até mais detalhes, portanto, ficamos assim: existe uma lei que julga homens brancos, e outra que julga negros gays, especialmente se forem de esquerda. A Justiça americana foi implacável com Dinesh D’Souza, por exemplo, por um crime bem menor, de doar mais dinheiro do que o permitido para uma amiga candidata. Ele passou oito meses dormindo na prisão ao lado de marginais perigosos! Ele é conservador.

Será que não há mais leis para as “minorias”, se elas forem “progressistas” e fizerem discursos contra o “racismo” desses terríveis “supremacistas brancos” como o presidente Trump? Onde os Estados Unidos vão parar assim? Na América Latina?

Esse caso absurdo, antes dessa decisão ainda mais bizarra da Procuradoria, foi tema de um podcast Ideias da Gazeta:

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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