
Dora Kramer chama a atenção, em sua coluna de hoje, para um fato que conhecemos, mas merece mais destaque. O PT – e isso não começou agora com a presidente Dilma – adota a psicologia de guerra ao criar um clima de “nós contra eles”, como se toda crítica fosse proveniente de antipatriotismo, de torcida contrária ao Brasil.
Segundo a jornalista, essa forma de fazer política estaria no DNA do partido, pois sempre foi oposição e se colocou como salvação para “tudo isso que está aí”. O monopólio das virtudes fazia com que o PT demonizasse os demais e se vendesse como o bastião da ética e o único instrumento do povo contra as “elites”.
E como sabemos, o PT nunca saiu do palanque. É o que sabe fazer. Não sabe governar. Por isso, mesmo após 11 anos de poder, o PT insiste na retórica da guerra, do nós contra eles, acusando todos os outros por seus próprios fracassos e blindando-se contra críticas legítimas. Como diz Kramer:
O PT tem a psicologia da guerra, traz o gene da disputa no sangue, é competente no ataque, usa da corda estendida ao máximo, mantém a tensão e se posiciona como vítima em todas as situações, ainda que os inimigos – sempre apresentados como sujeitos ocultos – sejam na verdade seus sustentáculos.
São 11 anos de poder durante a maior parte dos quais os altos escalões (quando interessa também conhecidos por “as elites”) empresariais, culturais, políticos e sociais estiveram submissos aos ditames petistas.
Após tanto tempo usando essa tática abjeta, fazendo tantas trapalhadas no governo, e ainda por cima se fechando contra todo tipo de crítica, o PT acabou conseguindo criar, de fato, um clima de guerra, de “nós contra eles”. Tanto que a maioria dos brasileiros esclarecidos já compreendeu que só há uma forma de consertar os problemas atualmente: tirar o PT do poder.
Hoje, por culpa do próprio PT, a psicologia de guerra até faz algum sentido. O PT atacou tanto os críticos, demonizou tanto qualquer um que discordasse de seus meios (que não entregaram bons resultados), que faz sentido colocar um espelho em frente ao seu discurso e repetir, com sinal invertido, que só mesmo alguém que não ama o Brasil pode continuar apoiando um partido tão incompetente e mesquinho.







