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Recordar é viver: e a analista do Santander que foi demitida por pressão do governo após falar a verdade?
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Julho de 2014: o Banco Santander emite um relatório com previsões “pessimistas” caso a presidente Dilma fosse reeleita. A economia iria sofrer, as incertezas iriam aumentar, o cenário seria negativo para o país. A reação do governo é imediata: é um absurdo um banco tentar influenciar eleições dessa forma! A presidente Dilma entra em campo e diz que é “lamentável” e “inadmissível” a carta do banco. O ex-presidente Lula sobe o tom: uma analista dessas, que não entende “porra nenhuma” de Brasil, tinha que ser demitida! O ganancioso e milionário Lula ainda pediu o bônus dela…

Dito e feito: o presidente do Santander sucumbe à pressão do governo e manda embora a analista. É o maior sintoma de que o lulopetismo transformou o Brasil num aluno venezuelano, empenhado em destruir nossas liberdades. A simbiose entre governo e grandes empresas, num “capitalismo de estado” em que a “amizade com o rei” vale ouro, fez com que o banco espanhol, que tinha como enorme cliente a Petrobras, resolvesse não se indispor com os governantes poderosos. A pobre analista pagou o pato, pois no esquerdismo é sempre assim: a corda arrebenta para o lado dos mais fracos.

O episódio, todo ele lamentável, vai completar um ano agora em julho de 2015. Não podemos esquecer de como o governo do PT reagiu a uma simples analista que fez seu trabalho de forma honesta e independente. Tudo que ela escreveu, olhando com o benefício do retrospecto, mostra-se até otimista agora. Sua visão negativa era tímida. A vitória de Dilma se mostrou muito pior para o país do que ela poderia antecipar. Foi demitida por falar a verdade, por alertar seus clientes para um risco real.

Esse é o Brasil que o PT criou: quem fala a verdade, mas vai contra o governo mentiroso, paga um alto preço. O marqueteiro João Santana criou até o Pessimildo durante a campanha para ridicularizar quem fazia alertas “pessimistas” (realistas). Quem não entrasse junto no esquema de mentiras, com a narrativa de conto de fadas do país, era um “inimigo da Pátria”, um “golpista”, um “idiota”. Não era Guido Mantega, que errava por vários pontos percentuais suas “previsões”, o falastrão irresponsável, mas aqueles que mantinham seu compromisso com os fatos.

E agora? Como fica? Os petistas por acaso vêm a público fazer um mea culpa e reconhecer humildemente seus erros? Alguém já viu um petista pedindo desculpas? Mais fácil ver um unicórnio colorido voando pela janela. As mentiras e os arroubos autoritários dos petistas ficam por isso mesmo. A moça foi demitida, teve que se virar, arrumar novo emprego, tudo porque disse a verdade. E os mentirosos cínicos do PT continuam no poder, culpando os astros pela crise econômica. Até quando o Brasil vai tolerar essa turma no poder destruindo o país?

Rodrigo Constantino

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