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Rodrigo Constantino

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Tensão entre Irã e EUA aumenta com derrubada de drone americano

A Guarda Revolucionária do Irã derrubou um drone dos Estados Unidos nesta quinta-feira (20), informaram autoridades americanas e iranianas, em meio a um cenário de escalada nas tensões entre Teerã e Washington.

De acordo com as Forças iranianas, o drone foi derrubado porque estava invadindo o espaço aéreo do país persa, enquanto duas autoridades americanas disseram, sob condição de anonimato, que a queda aconteceu no espaço aéreo internacional do Estreito de Ormuz.

O mais novo incidente vem na esteira de ataques a dois navios petroleiros no Golfo de Omã na semana passada. Os EUA acusam o Irã de promover o ataque, mas Teerã nega envolvimento. No pano de fundo, estão crescentes tensões entre os dois países desde que o presidente americano, Donald Trump, decidiu retirar Washington do acordo nuclear internacional firmado com o Irã em 2015.

Além disso, a Arábia Saudita disse nesta quinta-feira (20) que rebeldes Houthi aliados do Irã lançaram um míssil visando uma usina de dessalinização saudita na noite de quarta-feira (19). A Casa Branca informou que Trump foi informado sobre as questões.

O Irã quadruplicou sua produção de urânio de baixo enriquecimento e ameaçou elevar o enriquecimento a níveis mais altos, tentando pressionar a Europa por novos termos para o acordo nuclear de 2015. Nas últimas semanas, os EUA aceleraram o envio de um porta-aviões e de mais soldados para o Oriente Médio diante da escalada das tensões com os iranianos. As informações são da Associated Press.

A escalada de tensão entre Irã e América vem deixando muita gente preocupada, mas nenhum dos lados deseja de fato uma guerra. O governo ditatorial iraniano tem interesse em demonizar os Estados Unidos para justificar a repressão interna, como faz todo regime opressor em busca de bodes expiatórios. E Trump não tem nenhum interesse em iniciar uma guerra no Oriente Médio agora, a despeito do que fala a mídia.

O problema é que essas situações podem sair de controle. Se o Irã abusar demais, exagerar não só no tom, mas também nas ações, poderá tornar uma resposta mais dura inevitável, por mais que Trump queira evitar esse destino. Você pode provocar os Estados Unidos até um certo limite. Após cruzar esse limite, a coisa pode ficar feia rapidamente.

E esse caso todo mostra outra coisa: como o acordo entre Obama e Irã foi frágil, conforme denunciado pelos conservadores na época. Obama fez um acordo ingênuo, inocente, confiando na palavra de um regime mentiroso que odeia a América. Fez concessões demais, deu dinheiro na esperança de que grana faria o regime recuar do seu intento nuclear, e eis que agora fica claro o engodo.

O governo iraniano anunciou que em poucos dias teria avançado no enriquecimento de urânio de uma forma incompatível com os termos do acordo assinado. Obama ajudou a criar o monstro que hoje ameaça o mundo, pois a pusilanimidade nunca foi boa receita no tratamento com regimes desta natureza. Tomara que a postura mais firme de Trump evite o pior…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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