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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Uso de adolescentes por democratas para agenda desarmamentista segue a todo vapor

David Hogg, o jovem que tem a solução para os massacres em escolas!

comentei aqui sobre a exploração indecente que a esquerda democrata faz dos jovens para suas pautas, em especial a do desarmamento. Após o massacre em Parkland isso ficou muito visível, com aquela “marcha por nossas vidas”, um movimento “espontâneo” tanto quanto o planejamento central soviético. Esse uso de adolescentes pela esquerda segue a todo vapor.

O aluno que mais se destacou na gritaria já vislumbra todo um futuro à frente, uma brilhante carreira política. Não precisa mais estudar, ralar, competir no mercado, levar esporro de chefe, engolir sapo. Viu todo um atalho se abrir diante de seus olhos: gritar, usar um megafone e repetir palavras de ordem, slogans vazios e alardear lindas intenções pacifistas. Será certamente um senador pelo Partido Democrata!

Falo de David Hogg, aquele que adotou tom mais arrogante, intransigente e, diria, ditatorial nos discursos em prol de mais controle sobre armas. Virou celebridade instantânea, fez ameaças aos adversários na Fox News, caiu nas graças dos seguidores de Obama. E eis que, agora, resolveu escrever um livro! Isso mesmo: o rapaz que deveria estar devorando livros para obter algum conhecimento extra dos mais experientes não tem mais o que absorver de sabedoria: ele já é o sábio que vai ensinar!

O rapaz é tão bonzinho, vejam só, que vai usar a grana da venda do livro para “ajudar a curar a comunidade”. Como? Ora, com sua campanha pelo desarmamento, nova obsessão de quem prefere selecionar um bode expiatório e oferece-lo em sacrifício para “a cura” dos males sociais. O objeto inanimado passa a ser o responsável pelos massacres e crimes, e o desarmamento pelo estado se torna a bala de prata para extirpar o câncer da comunidade.

Lauren Hoggs, a irmã de David, tem apenas 14 anos! Mas ela será coautora do livro, e avisou que os recursos dele provenientes serão destinados à prevenção de violência cometida com armas de fogo (presume-se que violência cometida com outras armas, como facas, que matam bem mais, ou as próprias mãos serão simplesmente ignoradas). A moça já age como uma típica esquerdista, falando em nome do povo, dos que não possuem voz:

Reparem que são milhares de curtidas em cada postagem! Os irmãos Hogg ficaram famosos, são representantes das vítimas do massacre, do povo todo, e tudo porque estudavam na mesma escola em que ocorreu a tragédia, e canalizaram a mensagem de indignação e revolta por meio de emoções, sem a necessidade de argumentos, fatos, estatísticas e razão. Soa oportunista?

O livro é pretencioso, descrito como um “manifesto para o movimento que começou naquele dia [do massacre em Parkland], um que já mudou a América – com vozes de uma nova geração que está falando a verdade aos poderosos, e está determinada em ter sucesso naquilo que os mais velhos fracassaram”. “Aquilo” é, naturalmente, o controle de armas. Os adolescentes que nunca tiveram um emprego na vida acham que já mudaram a América! Esquerda é sempre sinônimo de arrogância…

E esqueçam todos os debates complexos sobre o tema. Esqueçam os especialistas como John Lott, Joyce Malcolm e tantos outros que se debruçam há décadas para estudar o assunto. “Com força moral e clareza, uma nova geração deixou claro que os problemas antes considerados insolúveis por conta de poderosos lobbies e covardia política serão por eles resolvidos”, declara a descrição do livro. Uau! O moleque vai transformar o mundo! A NRA que se prepare, pois Hogg vem aí.

E seus ataques já começaram. Hogg teve um gostinho do poder ditatorial quando fez ameaças expondo os anunciantes do programa da conservadora Laura Ingraham na Fox News, e como ela saiu do ar por uns dias, a sensação de onipotência deve ter sido total. Mas Laura já está de volta ao programa, e os anunciantes, assim como a ausência, seguem firmes e fortes. O boicote que o rapaz tentou liderar de empresas que são associadas à fabricação ou venda de armas também falhou, pelo visto. E a NRA continua atraindo novos membros, inclusive este que vos escreve.

Mas a esquerda não vai desistir enquanto a América não for como o Rio de Janeiro, bem “desarmado”, ao menos do ponto de vista legal. Como comentei recentemente, a escola em Parkland onde Hogg estuda vetou a palestra de um conservador, Charlie Kirk, defensor da Segunda Emenda. Lá só pode falar a turma desarmamentista, que é para deixar bem claro o que a esquerda entende por “diversidade” e “tolerância”. Como Hogg poderá fazer seu show se permitirem que alguém realmente preparado ofereça aos demais o contraponto? A máscara cairia em um segundo.

Por isso é fundamental mante-lo afastado de debates sérios, apenas fazendo discursos abusando do monopólio das virtudes e dos fins nobres e na condição de “colega das vítimas do massacre”. A esquerda não brinca em serviço. Além do livro dos irmãos Hogg, de várias reportagens da CNN, inclusive com aquela entrevista com perguntas supostamente arquitetadas previamente, temos a revista Time dando destaque aos jovens revolucionários, a vanguarda de um futuro pacifista:

Paulo Figueiredo comentou sobre isso: “O artifício da esquerda americana de se esconder atrás de uns jovens imbecis do ensino médio para tentar empurrar uma agenda desarmamentista está entre as coisas mais baixas e escrotas que eu já vi na vida. A cada dia essa gente se abaixa mais. De especiais na CNN à capa da Time, é um festival de exploração. Mas quem ainda se importa com essas publicações??? Um triste fim para as publicações da grande mídia, tão relevantes no passado!”

Não há como discordar. E o leitor não é trouxa, percebe a encenação. Ao menos muitos percebem, o que explica a queda de audiência da mídia mainstream repleta de “Fake News” e viés ideológico. Enquanto isso, aqueles que resolvem remar contra a maré vermelha apresentam bons indicadores. É o caso, no Brasil, da Gazeta do Povo, por iniciativas como a do Podcast Ideias. Gravamos ontem mesmo, justamente sobre desarmamento e violência, e o convidado foi Bene Barbosa, alguém que realmente entende do assunto. Vai ao ar amanhã.

Mas não espero que Hogg e seus coleguinhas escutem, muito menos que leiam os livros recomendados. Isso é para quem busca conhecimento com humildade, para quem quer mesmo aprender, entender, descobrir caminhos que possam efetivamente mitigar os problemas que assustam a todos nós. Quem precisa dessa chatice quando, ainda na puberdade, já tem a solução milagrosa para oferecer a esse bando de covardes e vendidos que são manipulados pelo lobby da NRA, não é mesmo?

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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