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Rodrigo Constantino

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Veículos elétricos podem não ser assim tão ecologicamente corretos quanto se imagina

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Por João Luiz Mauad, publicado pelo Instituto Liberal

Dia desses, assisti a um programa na Globo News sobre a febre dos veículos elétricos na Europa e nos EUA. Também fora da TV, tenho visto muita gente empolgada com a chamada ‘revolução dos veículos elétricos’, que são silenciosos, não emitem CO2 ou outros gases poluentes. Muitos chegam a referir-se a eles como ‘veículos verdes’.

Sem querer ser o urubu da má notícia, eu lembro aos mais empolgados, principalmente àqueles mais ecológicos, que a eletricidade é apenas uma forma de energia, como outras: térmica, química, cinética, potencial, etc.. A eletricidade não é gerada espontaneamente e precisa de fontes primárias para existir.

Entre as fontes disponíveis, estão a queima de petróleo, de carvão, de gás, de madeira, a fissão e a fusão nuclear, as quedas de água, o calor do sol, o movimento das ondas e do vento, entre outras.

Assim, quando você liga um automóvel, ônibus ou trem numa corrente elétrica, esta energia é gerada por alguma das fontes acima mencionadas. Portanto, do outro lado da linha de transmissão, pode existir uma fonte de energia dita limpa ou não.

No mundo, hoje, a maior parte da geração de energia elétrica ainda é proveniente da queima de combustíveis fósseis. Assim, para que os riquinhos limpinhos da Califórnia dirijam seus Teslas, provavelmente uma chaminé, numa usina térmica algures, estará lançando doses de CO2 e outros gases na atmosfera.

Como mostra o gráfico abaixo, as maiores fontes de energia do mundo ainda são, disparado, os combustíveis fósseis. Lembrando que a (fonte da) biomassa, embora considerada um combustível renovável, é ainda majoritariamente composta de (queima de) madeira, um combustível nada limpo.

Moral da história: a utilização de veículos elétricos, como ademais qualquer outro uso de energia elétrica, pode não ser assim tão ecologicamente correta quanto pode parecer a princípio.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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