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Em entrevista ao Globo hoje, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, disse que não vai "cruzar os braços" sobre o caso do Banco Master. "Doa a quem doer", acrescentou. Magistrado afirma que eventuais questionamentos sobre a investigação da instituição financeira, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, podem ser analisados pela Segunda Turma da Corte.
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Parece o rugido de um gatinho, cá entre nós. Não por acaso o ministro teria recebido até um apelido depreciativo dos colegas, segundo a coluna de Lauro Jardim: Frachin. O motivo fica claro na própria entrevista, quando ele insiste no tal "código de conduta" e cita como exemplo... palestras! Disse Fachin:
O código de conduta fortalece a instituição porque reforça a legitimidade da caminhada e aumenta a confiança da população. Ele fixa parâmetros objetivos de comportamento. Dou um exemplo simples: a transparência sobre palestras ministradas por ministros — onde foram realizadas, quem convidou, quem patrocinou e se houve pagamento. Essa resposta precisa ser institucional e estrutural. Não pode ser casuística nem direcionada a situações específicas. O código deve ser duradouro.
O STF perdeu a confiança do povo brasileiro faz tempo, e isso se deve não só aos casos de corrupção vindo à tona, como ao escancarado abuso de poder para perseguir a direita
Ora, falar de transparência em palestras quando se tem um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família de Alexandre de Moraes chega a ser uma piada! Vamos "moralizar" o Poder Judiciário com palestras mais transparentes, enquanto tudo leva a crer que Toffoli usava seus irmãos como laranja para manter um resort com cassino ilegal e tudo!
O STF está totalmente apartado da realidade, e isso pode ter ligação com a própria imprensa que, até aqui, ajudou a blindar os ministros. O malabarismo de certos jornalistas, como Miriam Leitão, passa por alegar que o STF foi "atacado" por suas virtudes pelo bolsonarismo, enquanto agora é criticado por seus erros. É uma palhaçada total. Leandro Ruschel colocou os pingos nos is:
Durante o governo Bolsonaro, os ministro eram as almas mais honestas do Brasil, segundo a Miriam Leitão. Agora, as críticas são válidas. A "Amélia" não tem o menor pudor. Naquela época, só para lembrar, já que ela conta com a memória curta dos brasileiros, no inquérito que Tofifli mandou abrir de ofício, foi censurada a matéria sobre a denúncia que ele seria o "Amigo do Amigo do meu Pai". Investigações da Receita Federal sobre ministros e familiares foram barradas... Já havia inclusive denúncias sobre o tal resort, que tipos como Miriam Leitão varreram para baixo do tapete. Até parece que já não havia a atuação de parentes de ministros nas cortes superiores, e relações incestuosas com empresários, exposta pelos convescotes em Lisboa e New York... O que a ex-integrante do PCdoB chama de "virtude" foi a instrumentalização política do tribunal para censurar e perseguir opositores.
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O STF perdeu a confiança do povo brasileiro faz tempo, e isso se deve não só aos casos de corrupção vindo à tona, como ao escancarado abuso de poder para perseguir a direita. Até Merval Pereira, no Globo, "tocou a real" e disse que a onda de informações não vai parar, poderemos ter delações, e só com censura para impedir o fluxo das investigações. Em ano eleitoiral, essa pauta será crucial, pois as pessoas querem saber quem roubou e quem está defendendo o Banco Master, disse Merval.
O Brasil precisa passar a limpo o Poder Judiciário, em especial o STF. Não adianta nada falar em código de conduta, como faz Fachin, ou mesmo afastar Toffoli da relatoria do caso Master. É preciso, no mínimo, aprovar o impeachment de Toffoli e de Moraes. Somente então poderemos começar a falar em resgate da credibilidade da Justiça no país...





