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O ministro Luiz Fux fez nesta segunda o que o Supremo deveria ter feito há muito tempo: enquadrou a ala ativista que tenta beneficiar Lula na disputa eleitoral. Fux suspendeu a decisão de Flávio Dino que liberava posts sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida, e devolveu a ordem ao plenário. Na decisão, Fux escreveu a frase que resume tudo: “Faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa? Não!”
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Ele ainda apontou o óbvio: o pedido do humorista Antonio Tabet era “forum shopping” puro, uma manobra para escolher o julgador favorável e escapar do sorteio. E lembrou que, sob o pretexto de combater desinformação, o próprio STF já adotou medidas das mais autoritárias – prisões, bloqueios patrimoniais – nos inquéritos das Fake News e das milícias digitais.
A militância petista se esforça para jogar os católicos contra Flávio e finge que Lula é o grande ícone do catolicismo, ele que tenta subverter todos os valores cristãos. O brasileiro católico e conservador não é idiota: percebe a manobra
Fux restabeleceu a lógica ao levar Flávio Dino para o tatame jurídico. A decisão do comunista, afinal, tratava-se de mais um capítulo do ativismo descarado do STF. Dino, nomeado por Lula e com histórico de militância petista, age como operador político disfarçado de juiz. A mesma Corte que censura opositores com inquéritos eternos agora libera Fake News quando convém ao projeto de poder lulista. Fux corrigiu o tiro, mas o estrago institucional já está feito: o Judiciário vira trincheira eleitoral e a segurança jurídica vira piada. Quem ainda acredita em independência dos poderes neste país ou é ingênuo ou é cúmplice.
Enquanto isso, a Polícia Federal revelou que a lobista Roberta Luchsinger pagou quase dois milhões de reais – um milhão, oitocentos e sessenta e oito mil, para ser exato – numa viagem de Lulinha e família à Escandinávia para ver a aurora boreal. É um luxo só! Com o fretamento do jatinho, passa de dois milhões a “brincadeira”. Diária de hotel de trinta e sete mil reais por pessoa. Mordomo e chef incluídos. Tudo bancado por uma lobista financiada pelo Careca do INSS. Ou seja, tudo com o suor do pagador de impostos brasileiro.
Nada pior do que medíocres que querem levar a vida de magnatas sem o devido esforço. Alexandre de Moraes foi embora do casamento do seu filho em jatinho da FAB, como se fosse um nababo. A segurança ostensiva e agressiva do evento foi bancada pelos impostos dos trabalhadores, que assistem de longe a vida dessa casta aristocrática. Nem com R$ 131 milhões em contrato de fachada Moraes quis coçar o próprio bolso para proteger seu rebento das vaias do povo revoltado. É o Estado que está a serviço deles, não o contrário.
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Em comício em Belém, Lula disse que as mulheres “aprendem a tomar toque desde pequenas”. A frase viralizou, e com razão. Um presidente candidato à reeleição falando de meninas e toque em pleno comício eleitoral é, no mínimo, uma escolha desastrosa de palavras. Estaria Lula ficando gagá? Seria ele o nosso Biden tupiniquim?
Enquanto isso, a militância petista se esforça para jogar os católicos contra Flávio e finge que Lula é o grande ícone do catolicismo, ele que tenta subverter todos os valores cristãos. O brasileiro católico e conservador não é idiota: percebe a manobra. Essa polarização artificial só fortalece quem defende o legado cristão e a liberdade de expressão de verdade, sem seletividade ideológica e oportunismo eleitoral.
O lulismo tenta se manter no poder com a máquina estatal e a ajuda do Judiciário, mas a rejeição cresce. Flávio herda o capital político do pai e representa a única alternativa real ao projeto de poder petista. As pesquisas mostram que o Brasil não engoliu o retorno do PT. Quem defende liberdade econômica, segurança jurídica e combate à corrupção sabe de que lado ficar. O empate técnico no segundo turno mostra que o lulismo não conquistou o país; apenas se agarra ao poder com todos os instrumentos do Estado e a mentira como principal arma.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

Rodrigo Constantino é economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja, O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.




