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Bastou o STF autorizar que os "trabalhos" da CPI circense das Fake News chegassem aos membros da CPI circense da Covid para que o material fosse vazado à imprensa. O Globo teve acesso a conversas particulares de WhatsApp de influenciadores ligados ao bolsonarismo, e publicou trechos.

Um deles, Bernardo Kuster, comentou: "Um jornalista de O Globo acaba de me ligar porque vazaram diálogos de Whatsapp da CPI da Pandemia que foram compartilhados da CPMI das Fake News e dos inquéritos ilegais do Xandão. Todas as conversas privadas deveriam estar em sigilo. Quem será responsabilizado pelos vazamentos?"

Pois é. Desnecessário dizer que tudo que interessa ao lulismo e que chega às mãos de Renan Calheiros acaba vazando para a mídia. O Globo publicou, então, uma "reportagem" com base nesse material, e o que vemos é... basicamente nada! Trocas de mensagens entre os influenciadores e alguns políticos da base bolsonarista, e o uso do termo "gabinete do ódio" visivelmente em tom de escárnio. Eis o tom da chamada, porém:

"Mensagens em poder da CPI da Covid indicam ação coordenada nas redes para atacar opositores do governo: Grupos no WhatsApp foram usados para mobilizar investidas contra Doria, Lula e Joice Hasselmann". Uau! Bolsonaristas que possuem um pensamento político alinhado se unem em redes sociais e combinam o levantamento de alguma hashtag!

"Essa história se tornou uma narrativa em 2018. Eu digo isso, 'ordens do GDO', mas na verdade não tem ordem de ninguém. Nunca recebi ordem do Carluxo (referência ao vereador Carlos Bolsonaro) nem de ninguém. É uma coisa espontânea, uma brincadeira. Se o GDO de fato existisse, ninguém saberia", explicou Kuster ao jornal.

Leandro Ruschel, outro "suspeito" de integrar o "gabinete do ódio", escreveu uma thread sobre o episódio e a reportagem:

Segundo definição de algumas autoridades, chancelada pelos militantes de redação, uma "milícia digital" seria um grupo de pessoas que: 1) tem crenças em comum; 2) mantém relacionamento entre si; 3) usam mídias digitais para defender suas posições e "atacar" adversários. 4) Monetizam o seu "discurso de ódio" e/ou são financiadas para fazê-lo. Vamos avaliar se a imprensa "profissional" se enquadra na definição. 1) Quase todos "jornalistas" apresentam viés esquerdista, defendendo as mesmas posições; 2) Eles se conhecem e mantém apoio mútuo. 3) Usam mídias digitais para defender posições ideológicos e para atacar quem eles consideram opositores, tratando-os como inimigos e até mesmo criminosos; 4) Monetizam o discurso de ódio contra adversários através de anúncios e assinaturas. Não por acaso, favorecem políticos que abrem mais os cofres públicos para anúncios estatais nos seus veículos e atacam os políticos que diminuem tais verbas. Com frequência, utilizam mentiras e manipulações para atacar seus adversários. Além das atividades "jornalísticas", eles mantém relações com o poder público e políticos, através de assessorias, consultorias ou outros serviços, algumas vezes por meio de empresas em nome de parentes. Quem, afinal, integra "milícia digital"?

Não custa lembrar que uma apresentadora da GloboNews agradeceu de forma enfática, com um "muitíssimo obrigado", e depois parabenizou pela coragem e desejou sorte ao senador Renan Calheiros! Seria esse o gabinete do ódio lulista, operando de forma coordenada contra a direita?

No fundo, criminalizaram a união da direita em grupos de WhatsApp. Chega a ser ridículo. Ainda mais quando todos observam a postura corporativista da bolha midiática, dos jornalistas de esquerda unidos em prol de narrativas comuns para desgastar o governo. É como se o selo de "jornalista" concedesse um salvo-conduto para um lado atirar numa batalha, enquanto o outro deve se manter disperso, pulverizado, desorganizado e desunido. E o pior é que normalmente chega perto de ser isso mesmo, pois a direita é mais individualista, independente, autônoma e não costuma acatar docilmente "ordens de cima".

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