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Rodrigo Constantino

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STF

Imprensa sob ataque… faz tempo!

Moraes é irmão de um tabelião de Santos (SP).
O ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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Associações de imprensa e entidades da categoria dos jornalistas divulgaram nesta quinta-feira (12) notas públicas em que criticam a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar uma operação contra um jornalista maranhense.

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As entidades declararam ver risco de um “precedente preocupante” no exercício da profissão, com “intimidação” à prática profissional do jornalismo e ao princípio constitucional do sigilo de fonte. Luís Pablo Almeida, autor do blog do Luís Pablo, teve celulares e um notebook apreendidos na terça-feira (10) em uma operação de busca e apreensão em sua casa, após reportagens em que informou sobre um suposto uso irregular de veículo oficial do TJ-MA pelo ministro do STF Flávio Dino.

Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a operação contra Luís Pablo “coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros”. A Abraji considerou a ação “insuficientemente fundamentada” e disse que a decisão de Moraes não teve “indicação de erro factual nas reportagens”. A Abraji conclui dizendo que a apreensão de bens viola o sigilo de fonte e se coloca à disposição do jornalista.

Antes tarde do que nunca, diz o ditado. Mas seria recomendável que ao menos esses jornalistas e suas associações fizessem um mea culpa, reconhecessem em público que erraram, que ajudaram a alimentar um monstro

A dúvida que surge é por onde andava essa turma nos últimos sete anos. Afinal, os abusos supremos contra jornalistas não começaram agora, nesse caso bizarro do Maranhão, mas vêm se arrastando faz tempo. Várias foram as vítimas do arbítrio de Moraes, e parece que justamente as categorias ligadas ao jornalismo não foram capazes de enxergar.

O advogado André Marsiglia comentou: “A imprensa está sob ataque há 7 anos, desde o início do inquérito das Fake News, mas as associações de imprensa descobriram só agora, quando os ataques passaram a sair no Jornal Nacional”. Ele chega a questionar para que servem essas associações nesse contexto.

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A publicação de Vera Magalhães resume bem a postura de boa parte da imprensa antes. A jornalista postou um desenho de um juiz careca segurando a Constituição e os dizeres “vigiar e punir, gostoso demais”. Essa gente achou que a água do autoritarismo nunca bateria em seus bumbuns? Seu colega, o “liberal” Pedro Doria, chegou a escrever: “Fechar o X é uma tragédia, mas Moraes não tinha escolha”. Oi?

Não podemos esquecer que muitos desses jornalistas foram cúmplices de Moraes até aqui. Só agora parecem preocupados. Leandro Ruschel resgatou vários casos de jornalistas e influenciadores perseguidos, que passaram despercebidos pela nossa velha imprensa. A lista é grande: Guilherme Fiuza, Paulo Figueiredo, Alexandre Garcia, eu mesmo, entre tantos outros. Onde estavam esses jornalistas que agora temem os abusos supremos? Hibernando?

Antes tarde do que nunca, diz o ditado. Mas seria recomendável que ao menos esses jornalistas e suas associações fizessem um mea culpa, reconhecessem em público que erraram, que ajudaram a alimentar um monstro. O problema é que, ao fazer isso, eles jogariam por água abaixo aquela narrativa patética de que Moraes e seus comparsas estavam “salvando a democracia” ao mirar em “blogueiros bolsonaristas”...

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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