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Obama enviou malas com dinheiro para o regime iraniano, e deu no que deu. Os democratas acreditam que podem comprar a paz, e partem da premissa d que tudo se resume a questões socioeconômicas. Ignoram que existem choques culturais, que a civilização ocidental possui inimigos ideológicos fanáticos.
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Trump veio colocar ordem na bagunça. Paz pela força é seu moto, como na era Reagan. A ameaça crível do uso de violência produz efeitos incríveis e muitas vezes sequer é preciso partir para a ação. De vez em quando, porém, uma rápida e eficaz ação militar demonstra que a ameaça não é blefe e isso é importante.
O governo Trump atacou o projeto nuclear do Irã de forma precisa e espetacular. Alguns meses depois, capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro em seu país, numa operação brilhante. Essas duas ações mostraram que Trump não está de brincadeira e que podemos estar diante de uma nova ordem mundial, em que a América volta a agir como o xerife do mundo.
Temos visto o avanço de um nacionalismo persa que pretende resgatar o Irã para os iranianos. Tudo isso num contexto de constante enfraquecimento do regime iraniano, especialmente após ataques israelenses
Isso tem abalado antigos regimes ditatoriais e levado esperança para povos oprimidos. O próprio Irã tem sido palco de manifestações corajosas do povo. Relatos apontam que os aiatolás xiitas já mataram cerca de dois mil manifestantes, mas mesmo assim o povo não desiste da luta por liberdade. Tudo isso sob um silêncio ensurdecedor da esquerda ocidental.
Por onde andam as feministas que não viram mulheres iranianas empoderadas acendendo cigarros em fotos do líder Khamenei em chamas? "No jews, no news", como dizem. Não dando para culpar os judeus pelo que se passa em Teerã, a velha imprensa se cala. E aquela turma hipócrita que gritava "Palestina livre" não quer saber de um Irã livre, pelo visto.
Mas o povo segue em sua luta, com apoio do governo Trump. Em várias manifestações, o próprio presidente e seu entorno já declararam que apoiam o bravo povo iraniano. Claro que uma ajuda mais efetiva se faz necessária, caso contrário, um povo desarmado pode ser facilmente massacrado por um regime tirânico e cruel.
Em artigo publicado na The Atlantic, Karim Sadjadpour e Jack Goldstone perguntam se o regime iraniano está perto do colapso. Eles apresentam cinco condições que levam a crer que sim, os dias dos aiatolás xiitas no poder podem estar chegando ao fim:
A história sugere que os regimes não colapsam por falhas isoladas, mas por uma confluência fatal de estressores. Um de nós, Jack, escreveu extensamente sobre as cinco condições específicas necessárias para que uma revolução tenha sucesso: uma crise fiscal, elites divididas, uma coalizão oposicionista diversa, uma narrativa convincente de resistência e um ambiente internacional favorável. Neste inverno, pela primeira vez desde 1979, o Irã apresenta quase todas essas cinco condições.
Em 1979, como sabemos, os aiatolás tomaram o poder sob um governo americano fraco e frouxo do democrata Jimmy Carter. Em 2026, o ambiente internacional é bem diferente e mais favorável ao povo, justamente porque Trump fala grosso com os tiranos. Isso tem alimentado a esperança de um povo cansado da teocracia islâmica que financia terroristas no Oriente Médio contra Israel.
Temos visto o avanço de um nacionalismo persa que pretende resgatar o Irã para os iranianos. Tudo isso num contexto de constante enfraquecimento do regime iraniano, especialmente após ataques israelenses. Como dizem os autores do artigo:
Por décadas, Teerã projetou força por meio de sua chamada Eixo da Resistência, uma rede de aliados autocráticos. No entanto, após a devastadora guerra de 12 dias em junho (de 2025), esse poder de dissuasão foi gravemente degradado. Com a liderança do Hezbollah e do Hamas em desordem — decapitada ou severamente enfraquecida por ações israelenses e regionais nos últimos anos —, e com jatos israelenses mantendo uma presença humilhante e praticamente incontestada no espaço aéreo iraniano, o regime está estrategicamente nu diante de seu próprio povo. Exposto por um tesouro vazio (tesouraria esvaziada pela crise econômica, sanções e custos da guerra) e por um céu desprotegido, o regime enfrenta agora uma vulnerabilidade sem precedentes, agravada pelos protestos em massa que eclodiram no final de 2025 e início de 2026, com chamadas por mudanças radicais e até pela queda do regime.
Sem Assad na Síria e Maduro na Venezuela para darem apoio, e com Putin mergulhado numa guerra custosa há três anos contra a Ucrânia, o regime iraniano se vê mais isolado e fraco, tudo isso com Trump subindo o tom das ameaças após um ataque cirúrgico nas instalações nucleares iranianas. Os autores concluem:
A República Islâmica é hoje um regime zumbi. Sua legitimidade, ideologia, economia e principais líderes estão mortos ou agonizando. O que a mantém viva é a força letal. O elemento mais importante que ainda falta para um colapso revolucionário completo é que as forças repressivas decidam que elas também não estão mais se beneficiando do regime e, portanto, não estão mais dispostas a matar por ele. A brutalidade pode atrasar o funeral do regime, mas é improvável que restaure seus sinais vitais.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos





