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Rodrigo Constantino

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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

Congresso

O tapa do desespero

Lulinha sigilo
Empurra-empurra e confusão marcam aprovação da quebra de sigilo fiscal do filho do presidente, Fábio Luiz, o Lulinha. (Foto: TV Senado)

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A votação da CPI do INSS que resultou no pedido de quebra de sigilo do filho do presidente Lula virou um cabo de guerra entre governo e oposição. Entre as alternativas estudadas está contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) a legitimidade da aprovação do requerimento. Aliados do governo também avaliam pedir uma nova votação dos requerimentos. A base governista também tenta um acordo político com Alcolumbre.

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O PT é e sempre foi um mau perdedor. Gleisi Hoffmann já chamou de “golpe” o ocorrido. É sempre a mesma coisa: quando o PT ganha, foi a democracia; quando perde, houve um golpe. O discurso já é manjado, assim como o tradicional apelo ao “tapetão”, ao STF, judicializando a política.

Mas dessa vez o desespero petista ficou mais escancarado. Ele pode ser ilustrado pelo tapa que o deputado Rogério Correia deu em Luiz Lima, do Partido Novo. A violência também é uma marca histórica da esquerda radical. Eles exalam “amor”, só que não. Na prática, consideram sua violência “redentora”, pois buscam o monopólio das virtudes. Seus “nobres” fins justificam quaisquer meios.

Lula, tentando bancar o intransigente com malfeitos, ainda disse que chamou seu filho e disse que, se ele tivesse praticado algum crime, pagaria por isso. Só não contou o que respondeu seu filho depois...

“Eles precisam apanhar nas urnas e nas ruas”, disse Zé Dirceu convocando a militância contra o tucano Mario Covas, que acabou, de fato, agredido naquela campanha. Quando o petista Maninho empurrou um empresário contra o para-choque de um caminhão, Lula saiu em sua defesa: “Esse companheiro, o Maninho, por me defender, ficou preso por sete meses. Isso porque resolveu não permitir que um cara ficasse me xingando na porta do Instituto Lula”. Esse é o PT, cujo líder justifica a violência quando é para “defendê-lo”.

Agora o PT faz de tudo para tentar blindar Lulinha. Não quer investigações, mesmo com evidências de que o filho de Lula recebia mesada de R$ 300 mil do “careca do INSS”. Esse escândalo bateu à porta da casa de Lula faz tempo, envolvendo seu irmão e agora seu filho. Lula, tentando bancar o intransigente com malfeitos, ainda disse que chamou seu filho e disse que, se ele tivesse praticado algum crime, pagaria por isso. Só não contou o que respondeu seu filho depois...

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Em ano eleitoral, tudo isso tem produzido bastante desgaste ao presidente, que busca a reeleição e um quarto mandato. O povo esquecido lembrou que PT é sinônimo de corrupção. Algumas pesquisas já colocam Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico. Temos ainda o desgaste por contada economia, que não vai bem, e da segurança pública, pauta prioritária do eleitor e que o governo se mostra totalmente incapaz de agir em prol da população – preferindo chamar traficante de vítima do usuário.

Por mais que o PT tente melar a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha no Congresso, parece que é tarde demais: a própria Polícia Federal já teve autorização do ministro André Mendonça para quebrar seu sigilo. Lulinha vem ganhando muito dinheiro com atividades suspeitas faz tempo. Era monitor de zoológico e logo depois vendeu por milhões a empresa Gamecorp para a Oi, que se beneficiou de uma mudança na Lei Geral de Telecomunicações assinada por seu pai, então presidente, que permitiu a compra da Brasil Telecom pela mesma Oi. Coincidência, claro...

Agora esse sujeito, chamado de “Ronaldinho do Lula”, de “fenômeno”, terá suas contas expostas e investigadas pela PF e pela CPI. Coisa boa não deve sair dali. Quando o escândalo do INSS estourou, Lulinha se mandou para a Espanha, talvez antevendo o problema. Podemos apenas imaginar o que já teria sido feito se fosse um filho de Bolsonaro. Certamente estaria preso...

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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