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O presidente Lula, quando a chapa do seu filho Lulinha esquentou no escândalo do INSS, disse que chamou o filho e disse que se ele estivesse envolvido em esquema pagaria por isso. Lula tentava se mostrar intransigente com malfeitos, logo ele! Mas qualquer pessoa atenta questionou: sim, e qual foi a resposta de Lulinha? Ele confessou o crime? Isso Lula não esclareceu, pois toda a conversa não é crível, até porque Lulinha é reincidente e aprendeu com o melhor: o próprio pai.
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Agora que o escândalo do Banco Master se aproxima dele, por meio do STF, do ex-ministro Lewandowski, do ex-ministro Guido Mantega e dos próprios encontros com Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, Lula tenta novamente se afastar do escândalo, tentando queimar o ministro Alexandre de Moraes sozinho, como uma espécie de fusível que queima para proteger a casa.
Toda a preocupação de Lula é com as eleições. E o desgaste já mostra que seu nível de rejeição não para de aumentar, enquanto Flávio Bolsonaro já encostou e até passou o petista no segundo turno, ainda que num empate técnic
Numa entrevista ao portal esquerdista ICL, Lula chamou Moraes de “companheiro”, e logo depois o jogou na cova dos leões, afirmando que o ministro não poderia jogar sua “biografia” fora por conta desse caso. Lula, porém, emendou que não havia nada de ilegal cometido, mas que a percepção da sociedade era de que algo imoral ocorrera, e completou:
Primeiro, porque você não estava advogando no seu escritório há quase 15 anos. Mas, se sua mulher estava advogando, diga que sua mulher estava advogando, que não tem que pedir licença para fazer as coisas. E prometa que na Suprema Corte estará impedido de votar em casos [que envolvam] a sua mulher.
Na cabeça indecente de Lula, tudo se resume a como enganar o povo. Ora, todos sabem que os pagamentos milionários não eram pelos incríveis serviços advocatícios de dona Vivi, pois nada, muito menos um trabalho sobre compliance para um banco que está sendo investigado numa operação chamada justamente de “Compliance Zero”, justifica um escritório diminuto receber cerca de 650 vezes mais do que qualquer banca prestigiada cobraria para o mesmo trabalho.
Ou seja, não se trata de “percepção da sociedade”, tampouco de um caso imoral que pode ser resolvido com Moraes se considerando impedido, mas sim de algo claramente ilegal, corrupto. Vorcaro comprava, na verdade, os serviços do ministro, tanto que as mensagens eram trocadas com telefone de seu gabinete, e o banqueiro fraudulento chegou a cobrar no dia em que soube de sua iminente prisão: “Vai bloquear?”
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Além disso, Lula ignora convenientemente os novos dados que têm vindo a público, como as várias viagens do casal Moraes em jatinho de Vorcaro. Alexandre é parte do escritório da família, afinal? Viviane alega que tudo foi descontado dos “honorários”, mas a Receita Federal mostrou que o Banco Master transferiu R$ 80 milhões em dois anos para o escritório, ou seja, basicamente o valor integral do contrato de R$ 3,6 milhões mensais.
Para piorar a situação, Alexandre de Moraes puxou nesta quarta da gaveta um projeto petista para reduzir os efeitos da colaboração premiada, isso justo quando Vorcaro negocia com PF e PGR um acordo de delação. Moraes não se importa mais em esconder que atua para impedir o combate à corrupção no país. Se isso não soa suspeito, para dizer o mínimo, não sei o que mais seria incriminatório.
Lula tenta desde o início jogar esse escândalo no colo de Jair Bolsonaro, como fez com o INSS, mas os fatos insistem em derrubar essa narrativa. O presidente do Banco Central, por exemplo, não colaborou com a farsa. Galípolo, indicado pelo próprio Lula, depondo na CPI do Crime Organizado, afirmou que “não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos”. Negou, ainda, que o antecessor tivesse atuado para impedir uma intervenção ou liquidação do Master ao longo de 2024.
Malu Gaspar, jornalista do Globo e que vem revelando muita informação sobre o caso Master, escreveu em sua coluna hoje sobre esse tema e concluiu: “Tudo somado, está claro que Lula foi convencido de que fingir não ter nada a ver com o rolo de Vorcaro não é uma opção e decidiu brigar pelo controle da narrativa. Diante das circunstâncias, era o que lhe restava fazer, mas esse tipo de estratégia exige cuidado dobrado. Sem informações precisas, um script azeitado e atores bem ensaiados, o que deveria ser um roteiro de final feliz pode acabar virando uma tragédia”.
Toda a preocupação de Lula é com as eleições. E o desgaste já mostra que seu nível de rejeição não para de aumentar, enquanto Flávio Bolsonaro já encostou e até passou o petista no segundo turno, ainda que num empate técnico. É por isso que parte da imprensa começa a ventilar a hipótese de Fernando Haddad substituir Lula. O petista não quer que seu último ato político seja uma derrota humilhante, ainda mais para um Bolsonaro. Não é descartável, portanto, a possibilidade de que Lula desista de disputar o pleito. Seu cinismo salta aos olhos e cada vez mais eleitor se dá conta do engodo que é o lulismo.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos









