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Rodrigo Constantino

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STF

O sadismo de Moraes

O juiz do STF Alexandre de Moraes é abordado no documentário "The Fake Judge"
O juiz do STF Alexandre de Moraes é abordado no filme do português Sérgio Tavares (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Já passou de qualquer limite razoável a manutenção de Jair Bolsonaro na Papudinha. O ex-presidente apresenta um quadro de saúde delicado e precisa de tratamento constante, tudo isso, vale lembrar, decorrente da facada que levou de um esquerdista. Mas Alexandre de Moraes, que sequer tem condições de permanecer no STF após o escândalo do Banco Master, insiste na crueldade de manter Bolsonaro preso sem condições mínimas de tratamento adequado, sendo que por muito menos o ex-presidente Collor conseguiu sua domiciliar.

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A coisa extrapolou tanto que até os editoriais de O Globo e do Estadão de hoje bateram na mesma tecla: Bolsonaro precisa ir para casa! “Seria um gesto de sensatez e humanidade do Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro ao regime domiciliar de prisão”, começa o editorial de O Globo. Em seguida, o jornal acrescenta:

Não está em questão sua condenação por tentativa de golpe de Estado. A pena de mais de 27 anos mal começou a ser cumprida. Mas, dado seu quadro clínico sensível, Bolsonaro receberia mais atenção se pudesse ser transferido para casa, mediante uso permanente de tornozeleira — sem prejuízo de voltar à prisão caso desrespeite as medidas restritivas.

Aí está o problema: sempre foi vingança! Bolsonaro é perseguido por não participar de esquemas como o do Master. Vorcaro o achava um 'beócio'. O sistema podre e carcomido quer se livrar de Bolsonaro, e Moraes parece sádico o suficiente para levar seu intuito até as últimas consequências...

De fato, não está em questão a condenação por golpe, que a velha imprensa contribuiu com sua narrativa falsa, até porque se for para debater isso qualquer pessoa sensata e atenta sabe que Bolsonaro deveria estar livre! Não houve crime de tentativa de golpe, tudo isso não passou de um esquema para afastar Bolsonaro e seu entorno das eleições, e agora, com Moraes e Toffoli envolvidos com Daniel Vorcaro, isso fica ainda mais claro.

Depois de considerar adequado o regime fechado para Bolsonaro, por conta de seu “mau comportamento”, o jornal conclui que é hora de ele ir para casa, citando justamente o caso de Collor como comparativo: “A nova internação impõe outra avaliação do STF. No ano passado, Moraes concedeu ao ex-presidente Fernando Collor o benefício da prisão domiciliar em caráter humanitário. Condenado em 2023 a oito anos e dez meses em regime fechado por corrupção e lavagem de dinheiro em esquema na BR Distribuidora, Collor apresentava idade avançada (75 anos) e comorbidades graves, como Parkinson. Bolsonaro sofre de males que lhe submetem a riscos mais urgentes. É adequado, além de justo, que receba o mesmo tratamento”.

O editorial do Estadão vai na mesma linha: “O precário estado de saúde de Bolsonaro exige serenidade institucional: cumprir a lei com firmeza, mas reconhecer que a prisão domiciliar é a medida jurídica mais adequada – e mais humana”. Se fosse mesmo para cumprir a lei com firmeza, Moraes e Toffoli que deveriam estar presos, não Bolsonaro. Ambos os jornais aceitam a premissa falsa de que a prisão em si foi adequada. Mas, ao menos, admitem que é hora de colocar o ex-presidente em sua casa, por questões humanitárias. Diz o Estadão no primeiro parágrafo:

O gravíssimo estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro recolocou diante das instituições brasileiras um dever de maturidade: combinar rigor jurídico com serenidade. Internado em unidade de terapia intensiva com broncopneumonia e portador de um histórico extenso de cirurgias e internações, Bolsonaro enfrenta uma condição clínica que exige extrema cautela. E, acima de tudo, requer que aceitemos o óbvio: chegou o momento para que se converta sua prisão em regime domiciliar.

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É importante notar que esses jornais que defendem a prisão domiciliar de Bolsonaro concordam com sua condenação, fingindo não ver nada de errado na conduta do julgamento pelo STF: “Convém recordar que Jair Bolsonaro não está preso por acaso nem por capricho de adversários. Foi condenado a 27 anos de prisão por liderar uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe de Estado e à subversão da ordem democrática. Trata-se de crime de extrema gravidade institucional. Durante meses, Bolsonaro e aliados empenharam-se em desacreditar o sistema eleitoral, mobilizar setores militares e estimular uma ruptura com o resultado das urnas. A responsabilização judicial desses atos é um marco na história republicana”.

Marco da história republicana! Um julgamento circense, com base numa denúncia capenga de um PGR que participava de degustação milionária de uísque com Vorcaro, com a relatoria daquele cuja família receberia R$ 129 milhões do mesmo banqueiro fraudulento? Esses jornais precisam insistir nessa ladainha pois apoiaram o arbítrio supremo. E mesmo assim, até eles admitem que é preciso transferir Bolsonaro para casa.

“Se o quadro clínico assim o exigir, a prisão domiciliar poderá ser a solução juridicamente correta e institucionalmente prudente – não para livrá-lo da lei, insista-se, mas para demonstrar que, no Brasil, até mesmo a punição de um ex-presidente permanece submetida à lei, e não ao impulso da vingança”, conclui o Estadão. Mas aí está o problema: sempre foi vingança! Bolsonaro é perseguido por não participar de esquemas como o do Master. Vorcaro o achava um “beócio”. O sistema podre e carcomido quer se livrar de Bolsonaro, e Moraes parece sádico o suficiente para levar seu intuito até as últimas consequências...

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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