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Rodrigo Constantino

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Poder

A gangue

Dias Toffoli e Gilmar Mendes no plenário do STF (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Um senador da República, relator de uma CPI sobre o crime organizado, coloca em seu relatório final a sugestão de indiciamento de três ministros do STF e o procurador-geral da República. Resultado: ministros da corte se manifestam antes mesmo da votação do relatório – que foi rejeitado por uma manobra de Lula para proteger seus companheiros, um deles sugere que o PGR deveria investigar o senador, enquanto o outro recomenda sua cassação por “atacar o STF”.

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O advogado Andre Marsiglia comentou: “Os ministros do STF, que são obrigados a se manifestar somente nos autos, extrapolaram suas funções quando foram hoje às redes sociais e à imprensa reclamar da acusação do Senado de que extrapolaram suas funções”. No Brasil “supremo”, tudo está completamente invertido.

Marsiglia matou a charada do que realmente está por trás da reação da turma do Supremo: “O que irritou ministros do STF não foi o conteúdo do relatório, não há novidade ali. Tampouco a conclusão da CPI: ministros não se importam com o que pensa o Senado. O incômodo foi o registro histórico de ‘STF’ e ‘crime organizado’ passarem a coexistir na mesma frase”.

Não bastasse tudo que o brasileiro já sofre com este STF, o senador Alcolumbre marcou a data para a 'sabatina' de Jorge Messias que, segundo relatos da imprensa, já teria os votos necessários para ser aprovado por meio de acordos espúrios

Bingo! Está cada vez mais claro para os brasileiros atentos que o crime organizado possui muitos tentáculos, inclusive na política, e no Poder Judiciário. Ministros envolvidos até o pescoço com o banqueiro fraudulento, cujo banco mais parecia uma enorme lavanderia do sistema, vários habeas corpus para criminosos perigosos enquanto quem ousou tentar endireitar o país é perseguido, censurado ou preso.

Ou seja, os bandidos tomaram o poder e perseguem os inocentes. Gilmar Mendes basicamente confessa o crime em sua nota no X, volta a atacar a Lava Jato e conclui: “As CPIs são instrumentos legítimos e essenciais ao controle do exercício do poder. Seu emprego para fins panfletários ou de constrangimento institucional, contudo, compromete sua credibilidade e reforça a necessidade de modernização da legislação sobre crimes de responsabilidade – tema que já se encontra em debate no Congresso. Excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados pela Procuradoria-Geral da República”.

Isso é absurdo em tantos sentidos que nem sei por onde começar! Lá está o político Gilmar Mendes dando pitaco, novamente, no Legislativo. Gilmar também está se manifestando fora dos autos. Está desqualificando o relatório proposto como “panfletário” sem apresentar argumentos ou sem rebater aqueles apresentados pelo senador Alessandro Vieira. E, por fim, define como “abuso de autoridade” o que é claramente prerrogativa do Senado e termina “sugerindo” investigação pela PGR, lembrando que Paulo Gonet é seu ex-sócio.

Dias Toffoli foi ainda mais direto que seu companheiro Gilmar e pediu a cassação do senador por “atacar” a instituição da qual faz parte – e, por isso mesmo, joga sua credibilidade no lixo. Vamos de Marsiglia uma vez mais: “Pedir indiciamento, inclusive de ministro, não é conduta abusiva, mas prerrogativa das CPIs do Senado. Conduta abusiva é ministro se valer da palavra, durante julgamento, para ameaçar a cassação de um parlamentar. Hoje, Alessandro Vieira não cometeu abuso de poder; Toffoli, sim”.

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“Um relatório completamente infundado, sem base jurídica, sem base em verdade factual e com um único e nítido sentido de obter votos: isso é abuso de poder”, disse Toffoli. Leandro Ruschel lembrou bem: “O sujeito que abriu um inquérito para investigar críticos do Supremo, que acabou virando a maior onda de repressão política da história do Brasil, produzindo milhares de casos de censura e prisões, diz que um relatório de CPI contra ele é ‘abuso de autoridade’”. Sim, e eles nem coram!

Não bastasse tudo que o brasileiro já sofre com este STF, o senador Alcolumbre marcou a data para a “sabatina” de Jorge Messias que, segundo relatos da imprensa, já teria os votos necessários para ser aprovado por meio de acordos espúrios. O que está péssimo sempre pode piorar. Vem aí o despachante da Dilma, leal ao PT acima de tudo, e para o inferno com a Constituição! Lula disse que Messias “vai dar conta do recado”. Sem dúvida. O recado é: “Rasgue a Constituição e proteja sempre os interesses do nosso PT”. Missão dada, missão cumprida...

E para fechar o circo de horrores, Alexandre de Moraes, que ainda não está preso e permanece no STF apesar dos R$ 129 milhões do Master, determinou a abertura de inquérito para investigar suspeita de calúnia de Flávio Bolsonaro contra Lula. Começou! Déjà-vu? Vão permitir que um Bolsonaro dispute as eleições mesmo? Ou vão criar algum pretexto para salvar Lula uma vez mais, que vem derretendo nas pesquisas? Da gangue que usurpou o poder no Brasil podemos esperar tudo!

Em tempo: não existe difamação possível contra Lula, pois ele realmente é tudo de ruim que você puder imaginar. Chamar ladrão de ladrão, por exemplo, é só atestar um fato.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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