
A rede Havan consolida sua expansão nacional focando em cidades médias e polos regionais. Com 190 unidades, a estratégia liderada por Luciano Hang busca mercados no interior com alta demanda por lazer e compras, fugindo da saturação e dos altos custos das capitais brasileiras.
Qual é o principal critério para a Havan abrir uma loja no interior?
O fator decisivo é o potencial regional. A empresa analisa o alcance da unidade, a localização em rodovias com grande fluxo de veículos e a demanda da comunidade local. Também são avaliados a infraestrutura urbana e o impacto econômico, já que uma única loja pode atrair consumidores de diversas cidades vizinhas em um raio de até 100 quilômetros.
O que motiva o varejo a trocar as capitais pelas cidades menores?
Especialistas explicam que as capitais apresentam custos operacionais elevados e uma concorrência muito agressiva. Em contrapartida, cidades médias no interior oferecem uma combinação de crescimento demográfico, aumento da renda e carência de opções de comércio estruturado. Isso permite que grandes redes capturem mercados com melhor visibilidade e rentabilidade.
Como a logística da empresa suporta essa expansão territorial?
Para garantir que os produtos cheguem rápido a todos os cantos do país, a rede investe pesado em tecnologia. O centro de distribuição em Barra Velha (SC) conta com mais de 2,5 mil colaboradores e sistemas automatizados, como esteiras de oito quilômetros e transelevadores. Essa estrutura garante agilidade no abastecimento, independentemente da distância entre o estoque e a loja.
Qual é o impacto da chegada dessas megalojas no comércio local?
A entrada de grandes redes gera um efeito misto. Por um lado, fortalece a economia regional ao criar centenas de empregos diretos e atrair novos visitantes para o município. Por outro, pressiona pequenos negócios locais a se modernizarem. Mercados bem organizados costumam se adaptar; os que têm menos fôlego para investir em marketing e tecnologia podem perder espaço.
Como o projeto de São Miguel do Oeste exemplifica essa estratégia?
A cidade no extremo-oeste catarinense deve receber uma unidade por estar localizada em um entroncamento de rodovias federais por onde passam 12 mil veículos por dia. A localização estratégica atende moradores de até 50 municípios das redondezas e aproveita a proximidade com a fronteira da Argentina, aumentando o fluxo de turistas que consomem na região.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.





