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Coletado na Missão Apollo 16

O local aberto à visitação no Brasil em que é possível conferir fragmento trazido da Lua

Fragmento da Lua que pode ser visitado em parque de SC foi trazido pelo astronauta Charles Duke.
Fragmento da Lua que pode ser visitado em parque de SC foi trazido pelo astronauta Charles Duke. (Foto: Divulgação/Space Adventure)

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Um fragmento de rocha coletado na Lua na década de 1970 pode ser visto pelo público em meio ao acervo do Space Adventure, em Balneário Camboriú (SC). A peça foi trazida à Terra pelo astronauta Charles Duke, da missão Apollo 16.

De coloração escura, a rocha reúne elementos como oxigênio, silício, magnésio, ferro, cálcio e alumínio, que caracterizam o solo da Lua. "A rocha lunar é composta principalmente por minerais como feldspato, piroxênio e olivina, formados em condições completamente distintas das encontradas na Terra", explica o gerente operacional do Space Adventure de Balneário Camboriu, Nicolas Guallan.

De acordo com ele, a singularidade do item está na origem, formada em um ambiente sem atmosfera, sem ação de água e com um histórico geológico único. Isso faz com que sua estrutura e composição sejam diferentes de qualquer rocha terrestre comum. "É um material autêntico, com procedência direta de um dos protagonistas da exploração lunar, o que reforça sua relevância histórica", destaca Guallan.

No Space Adventure, os visitantes também podem conferir os trajes tecnológicos usados por astronautas. No Space Adventure, os visitantes também podem conferir os trajes tecnológicos usados por astronautas. (Foto: Divulgação/Space Adventure)

A missão Artemis II, concluída no último dia 10 de abril, renovou o interesse pelo tema espacial. O voo que marcou o retorno de astronautas à órbita lunar após mais de cinco décadas foi o primeiro tripulado do programa Artemis. A cápsula Orion percorreu cerca de 1,1 milhão de quilômetros ao longo de dez dias. A trajetória incluiu duas voltas ao redor da Terra antes de seguir em direção à Lua.

Fragmento da Lua requer cuidados específicos

Guallan explica que, por se tratar de um material extremamente raro e cientificamente relevante, o fragmento lunar recebe cuidados rigorosos de conservação. "É mantido em ambiente controlado, com monitoramento de fatores como temperatura, umidade e exposição".

De acordo com o gerente de operações do parque, em situações específicas e controladas, o manuseio é permitido com uso de luvas apropriadas, técnicas adequadas e extrema cautela. "O processo é conduzido de forma responsável, para a preservação da peça. Ter um fragmento lunar que pertenceu ao astronauta que esteve na missão não é apenas uma exposição, é uma conexão direta com a história da humanidade fora da Terra", acrescenta.

Diferente de materiais orgânicos, a rocha lunar é altamente estável e não sofre degradação natural ao longo do tempo. "Quando bem preservada, pode permanecer intacta por tempo indeterminado", afirma ele.

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O Space Adventure se consolida como um dos principais espaços de divulgação da exploração espacial no país. As unidades de Balneário Camboriú (SC) e Canela (RS) reúnem, juntas, cerca de 580 itens originais ligados à corrida espacial, formando um dos maiores acervos do tipo fora dos Estados Unidos.

De acordo com informações do Space Adventure, na unidade catarinense são mais de 300 peças, incluindo o traje reserva de Buzz Aldrin, da missão Apollo 11, e uma bota que ainda preserva a poeira lunar da Apollo 15. Em Canela, o destaque é uma área dedicada à exploração de Marte, com réplicas do rover Opportunity — que percorreu mais de 40 quilômetros na superfície marciana.

Parque temático Space Adventure em Balneário Camboriú.O Space Adventure de Santa Catarina reúne mais de 300 itens utilizados em missões espaciais. (Foto: Divulgação/Grupo Oceanic)

Além do acervo histórico, os espaços apostam em experiências interativas para aproximar o público da rotina dos astronautas. Simuladores de alunissagem (chegada de uma espaçonave na superfície lunar), giroscópio que reproduz a força G (medida de aceleração baseada na gravidade da Terra) e ambientes de realidade virtual ajudam a traduzir, na prática, os desafios da vida fora da Terra.

Um planetário com projeções em 4K, de alta definição nas imagens, desenvolvido em parceria com o Museu de História Natural de Nova York, complementa a estrutura.

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No passeio, os visitantes recebem diversos conceitos e experiências que permitem observar como evoluíram as condições de permanência no espaço ao longo das últimas décadas. O Space Adventure detalha que, durante as primeiras missões, como a Apollo 8, a alimentação era baseada em produtos liofilizados e pastas em tubos, pensados para evitar migalhas em ambiente de microgravidade.

Embora agora os alimentos ainda sejam desidratados, há maior variedade, melhor textura e sistemas mais precisos de preparo. Conforme apresentado nas exposições, as mudanças são ainda mais evidentes na higiene e descanso.

Nas missões Apollo, não havia banheiros convencionais, e os astronautas utilizavam dispositivos acoplados ao corpo. Atualmente, a cápsula Orion conta com sistemas a vácuo, que tornam o processo mais seguro e eficiente. Os astronautas dormem em sacos de dormir fixados às paredes, com controle de iluminação para simular ciclos de dia e noite, mas antes precisavam improvisar para evitar flutuar pela cabine.

Os interessados em visitar o Space Adventure pode comprar os ingressos antecipadamente pelo site oficial do espaço ou diretamente na bilheteria das unidades. Informações atualizadas sobre valores, funcionamento e experiências disponíveis também são encontrados no site.

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