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Para entender

Municípios catarinenses aceleram projeto de ponte entre Joinville e São Francisco

A estrutura que pretende ligar Joinville a São Francisco – chamada de Ponte da Vigorelli – substituiria a travessia de ferry-boat, que funciona desde a década de 1990. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Joinville)

Municípios do nordeste de Santa Catarina planejam concluir até dezembro de 2026 o estudo de viabilidade para a construção da Ponte da Vigorelli. A futura estrutura ligará Joinville a São Francisco do Sul sobre a baía da Babitonga, substituindo o serviço de ferry-boat. O projeto busca melhorar a logística regional, integrar cidades e aumentar a competitividade econômica do polo industrial catarinense.

Como a nova estrutura deve impactar a economia e o transporte regional?

A ponte é vista como uma solução para gargalos logísticos históricos, já que a região norte responde por cerca de 20% das riquezas de Santa Catarina. Hoje, a travessia depende de balsas que funcionam desde os anos 90, o que limita a agilidade no transporte de mercadorias e passageiros. Com a ponte, haverá uma conexão rodoviária direta com portos importantes, como o de Itapoá e o de São Francisco, além de facilitar o acesso a futuros terminais. Autoridades acreditam que a obra vai reduzir significativamente o tempo de deslocamento, atraindo novos investimentos e impulsionando o turismo.

De onde virão os recursos financeiros para tirar a obra do papel?

Esta é uma das definições mais aguardadas após a entrega do estudo técnico. O projeto ainda não possui um financiador principal definido, o chamado 'patrono'. O estudo de viabilidade deve sugerir diferentes modelos de financiamento, que podem envolver parcerias com o setor privado, verbas do governo estadual catarinense ou recursos do governo federal e instituições internacionais. Como comparação, a Ponte de Guaratuba, no Paraná, que possui extensão semelhante de 1,2 quilômetro e serviu de inspiração para os catarinenses, custou aproximadamente R$ 400 milhões aos cofres paranaenses.

Quais são os principais desafios técnicos e burocráticos apontados?

Por se tratar de uma obra de grande porte sobre o mar, o rigor técnico é altíssimo. Engenheiros explicam que é preciso analisar profundamente as condições do solo no fundo da baía, a força das marés, a profundidade necessária para não atrapalhar a navegação de grandes navios e a durabilidade dos materiais contra a corrosão marítima. Além disso, existe o desafio político de alinhar os interesses e as legislações de quatro municípios diferentes. Vencer essas etapas de planejamento é considerado fundamental para dar segurança jurídica ao projeto e evitar que a construção sofra interrupções no futuro.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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