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Método próprio

SC calcula PIB estadual do agronegócio pela primeira vez

Contraste no campo: mesmo com a produção ativa no Centro-Oeste, o agronegócio enfrenta sua pior crise de liquidez e lidera os pedidos de recuperação judicial.
Estudo deve durar seis anos com metologia própria para calcular PIB do agro catarinense. (Foto: Michel Willian/Arquivo/Gazeta do Povo)

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Santa Catarina vai medir, pela primeira vez, quanto o agronegócio representa no Produto Interno Bruto (PIB) estadual com uma metodologia própria e atualizada. O projeto fará o cálculo com base em modelos já consolidados no país, adaptados às características produtivas locais e alimentados por dados compatibilizados e revisados.

O presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), Dirceu Leite, afirma que a iniciativa preenche “uma lacuna histórica” nas estatísticas econômicas do estado ao permitir uma visão integrada das cadeias agroindustriais e apoiar o planejamento de políticas públicas.

“Apesar de sua importância na geração de renda, empregos e exportações, Santa Catarina ainda precisa de um sistema próprio, periódico e atualizado que permita dimensionar a participação do setor na economia estadual”, reforça o presidente. O estudo terá duração prevista de seis anos, divididos em três fases de dois anos.

A analista em Socioeconomia da Epagri/Cepa Andréa Castelo Branco lembra que levantamentos acadêmicos já buscaram mensurar a participação do agronegócio no PIB de Santa Catarina ao longo das últimas décadas, indicando que o setor respondeu por parcelas expressivas entre 2000 e 2010, variando de 30% a 54%, dependendo do ano analisado e da metodologia adotada. “Esse histórico confirma a relevância do setor e a importância de análises mais padronizadas sobre sua contribuição econômica”, diz a analista.

"A equipe pretende usar uma matriz para analisar as relações entre os diferentes setores da economia, identificar cadeias agroindustriais com maior potencial de geração de emprego, renda e arrecadação e simular os impactos de mudanças na demanda do agronegócio”, completa.

A expectativa da Epagri/Cepa, segundo a analista, é consolidar-se como referência na produção de informações econômicas sobre o agro catarinense e oferecer subsídios técnicos qualificados a formuladores de políticas públicas e tomadores de decisão.

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