
A Escola Estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão (SP), superou um histórico de violência e evasão para vencer o prêmio mundial Superação de Adversidades em 2025. O sucesso foi tanto que o governo de São Paulo decidiu replicar seu método em outras 100 unidades da rede estadual este ano.
Qual era a situação da escola antes da transformação?
Conhecida pejorativamente como "parque dos pesadelos", a unidade sofria com invasões constantes, furtos e violência semanal. Localizada em uma região vulnerável de Cubatão, a escola tinha apenas 116 alunos em 2016, registrava baixa frequência e muita desconfiança da comunidade local.
Quais foram os pilares para mudar esse cenário?
A estratégia focou em escuta ativa dos alunos, parcerias com a iniciativa privada para reformas e o projeto "Escola vai à sua casa", onde professores visitam famílias de alunos ausentes. O diretor Regis Marques transformou a gestão em um papel articulador, buscando recursos onde o Estado não chegava.
Como os projetos esportivos ajudaram no aprendizado?
A escola implementou mais de 50 projetos, como vôlei e patinação artística. Segundo o diretor, essas atividades dão ao jovem um sentimento de empoderamento e pertencimento que disputa espaço com a influência do crime organizado. O resultado foi uma redução de 80% nas ocorrências disciplinares.
Quais são as referências pedagógicas do modelo?
O método utiliza conceitos humanistas, inspirando-se em nomes como Paulo Freire e Nelson Mandela. A abordagem foca na pedagogia da presença e na não violência. Embora receba críticas de setores da direita, a escola apresentou melhorias reais em índices oficiais como o Saresp e o Ideb ao longo de uma década.
Como o governo de São Paulo pretende usar esse exemplo?
A Secretaria da Educação lançou a "Rede Escolas dos Sonhos", selecionando 100 unidades com perfis de alta vulnerabilidade e violência para aplicar os pilares de Cubatão. O programa foca no acolhimento e no engajamento da gestão, sem necessariamente exigir orçamentos extras imediatos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.









