
Lideranças da direita organizam uma grande manifestação para o dia 1º de março na avenida Paulista, em São Paulo. O movimento NasRuas coordena o ato, que testa diferentes pautas políticas, desde críticas econômicas ao governo federal até pedidos de impeachment de ministros do STF.
Qual é o objetivo principal da manifestação na avenida Paulista?
Existe uma disputa interna pelo tema central. Enquanto o grupo organizador NasRuas foca em críticas à gestão do governo federal, como saúde, educação e gastos públicos, outros grupos, como o Acorda Brasil, defendem pautas mais agressivas. Estes últimos focam no pedido de impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de pedirem anistia para os presos do 8 de janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Quem são as presenças confirmadas para o evento?
O ato deve reunir figuras importantes que já miram as próximas eleições presidenciais. Estão confirmados os governadores Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás. Além deles, o senador Flávio Bolsonaro também garantiu participação. O deputado Nikolas Ferreira é outro nome de peso que mobiliza as redes sociais, planejando participar de atos em Belo Horizonte pela manhã e em São Paulo no período da tarde.
Por que há divergência sobre o pedido de impeachment de ministros do STF?
Alguns setores da direita veem o impeachment agora como um risco estratégico. O cálculo político indica que, se um ministro for retirado, o governo atual teria o direito de indicar um substituto, o que poderia resultar na nomeação de alguém alinhado ao Palácio do Planalto ou em negociações com o chamado 'Centrão'. Lideranças como Nikolas Ferreira, porém, criticam essa cautela e pedem coerência nas cobranças contra a Corte.
O que os especialistas dizem sobre o impacto eleitoral dessas mobilizações?
Cientistas políticos explicam que essas manifestações servem como um 'termômetro' para testar quais discursos atraem mais o eleitor. Para conquistar quem não é militante ferrenho, o foco em economia e qualidade de vida tende a ser mais eficaz do que brigas institucionais. O evento é visto como um ensaio para as estratégias de campanha de nomes da direita que pretendem disputar cargos majoritários no futuro.
Como funcionará a organização e logística do protesto?
Diferente de atos passados liderados por figuras religiosas, a condução agora está centralizada no movimento NasRuas. O evento ocorrerá das 14h às 17h e contará com um único caminhão de som, o 'Avassalador'. O espaço para discursos será aberto aos políticos presentes, e a expectativa dos organizadores é atrair um grande público para demonstrar força popular e união do campo conservador.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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