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Ao responder a esta pergunta, os profissionais são unânimes: antidepressivo não vicia. "Existe este mito, porque alguns pacientes, por terem casos muito graves de depressão, precisam manter o uso da medicação por anos. Essa impressão também é gerada pelo fato de que, na venda, os antidepressivos passam pelo mesmo controle de medicamentos que causam dependência [com retenção da receita]", explica o farmacêutico especialista em medicamentos que atuam no sistema nervoso central, Edmar Miioshi.

Segundo ele, drogas que causam dependência, como os ansiolíticos benzodiazepínicos, agem em neurotransmissores diferentes dos antidepressivos e diminuem a atividade dos neurônios. Estes medicamentos, entre eles o popular Rivotril, são capazes de controlar a ansiedade, induzir o sono e até mesmo colocar a pessoa em estado hipnótico. "Os ansiolíticos não podem ser utilizados por longos períodos, ao contrário do que acontece com os antidepressivos", pontua o farmacêutico.

Os ansiolíticos, explica o especialista em dependência química, Dagoberto Hungria Requião, são medicamentos depressores da atividade cerebral e provocam sensação de prazer - assim como álcool. "A suspensão desse tipo de remédio é feita de forma gradual, pois a pessoa pode apresentar síndrome de abstinência, o que gera incômodos físicos e psicológicos", observa. Os antidepressivos não deprimem a atividade cerebral e não agem na mesma região que os ansiolíticos. "Não existe risco de alguém ficar viciado em antidepressivo, o que existe é o preconceito contra as medicações de uso psiquiátrico em geral", analisa Requião.

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