O Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína em relação ao número absoluto de usuários, perdendo apenas para os Estados Unidos. É o que mostra o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (II Lenad), realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta quarta-feira (5). O levantamento diz que 2,8 milhões de pessoas fizeram o uso da droga no último ano, entre elas 244 mil adolescentes. O II Lenad mostra, ainda, que o Brasil representa 20% do consumo mundial de cocaína e crack - o país e o maior mercado mundial desta última droga.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso da cocaína está diminuindo gradativamente nos países desenvolvidos. No entanto, nos países emergentes, como o Brasil, a tendência é de crescimento, segundo a Unifesp.
O II Lenad diz que quase 6 milhões de brasileiros já experimentaram alguma apresentação de cocaína na vida. A droga usada via intranasal é a mais comum, já tendo sido utilizada por 4% dos adultos - pouco mais de 5 milhões de pessoas.
Para o levantamento, a Unifesp entrevistou, em domicílio, 4.607 pessoas em 149 municípios brasileiros. Os entrevistados responderam, ainda, questões sobre álcool, tabaco e drogas ilícitas, entre outros. No início de agosto, o mesmo estudo mostrou que 1,5 milhão de pessoas usa maconha diariamente no Brasil - o índice de dependentes desta última droga chega a 37%.
O levantamento da Unifesp diz, também, que 2 milhões de brasileiros já usaram cocaína fumada (crack/merla e oxi) pelo menos uma vez na vida e que a maioria dos usuários da droga no país no último ano está na região Sudeste (46%). Além disso, cerca de 2 milhões de pessoas usam alguma forma de cocaína e maconha, simultanemente.
A Unifesp constatou que 45% dos usuários experimentou pela primeira vez a cocaína antes dos 18 anos e que 48% do total de usuários desenvolveram dependência química. Diz o II Lenad, também, que 78% dos usuários consideram fácil conseguir cocaína e o consumo em áreas urbanas é três vezes maior que em regiões rurais.







