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Para entender

Como envelhecer com saúde segundo as descobertas da ciência?

A longevidade saudável. (Foto: Age Cymru | Unsplash)

O Brasil atingiu a marca histórica de 76,6 anos de expectativa de vida. Com esse avanço, a medicina foca agora na longevidade saudável, buscando garantir que os brasileiros vivam com autonomia e qualidade, priorizando hábitos preventivos e estilo de vida ativo em vez de apenas tratar doenças.

Qual é a diferença entre expectativa de vida e longevidade saudável?

A expectativa de vida é o tempo total que uma pessoa vive, enquanto a longevidade saudável foca na capacidade funcional. Isso significa chegar a idades avançadas mantendo a independência para caminhar, tomar decisões e realizar tarefas do dia a dia sem depender de terceiros. Atualmente, existe uma lacuna de quase dez anos entre o tempo total de vida e os anos vividos com plena saúde.

Os genes são o fator determinante para viver mais de 80 anos?

Não necessariamente. Estudos recentes provam que os hábitos e o ambiente têm um peso muito maior do que a genética para a maioria das pessoas. A herança biológica só começa a ser um diferencial decisivo após os 80 anos. Antes disso, o que define como envelhecemos são as escolhas que fazemos ao longo das décadas.

Quais são os oito hábitos que podem aumentar a vida em até 20 anos?

Pesquisas indicam que adotar oito fatores reduz drasticamente o risco de morte prematura: ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, gerir o estresse, dormir bem, não fumar, evitar o excesso de álcool, manter amizades positivas e não usar drogas. Quem combina todos esses hábitos aos 40 anos pode ganhar duas décadas extras de vida em comparação a quem não se cuida.

Por que o exercício físico é considerado o maior aliado do envelhecimento?

A atividade física reduz o risco de doenças graves como diabetes, demência e depressão, mas seu papel principal é a proteção muscular. Manter a massa e a força dos músculos evita quedas e fraturas, que são os principais gatilhos para a perda de independência na velhice. Mesmo quem começa a se exercitar após os 60 anos consegue melhorar o equilíbrio e a cognição.

Como as relações sociais influenciam a nossa sobrevivência?

Ter vínculos sociais fortes aumenta em 50% a probabilidade de sobrevivência, enquanto o isolamento social é tão prejudicial quanto doenças físicas, elevando o risco de mortalidade em até 70%. Conexões humanas reforçam hábitos positivos e dão senso de propósito, o que protege o coração e estimula o cérebro a permanecer ativo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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