• Carregando...
Farmácias disseram que já abaixaram preços do álcool em gel e devem abaixar ainda mais | Gilberto Abelha/Arquivo JL
Farmácias disseram que já abaixaram preços do álcool em gel e devem abaixar ainda mais| Foto: Gilberto Abelha/Arquivo JL

As farmácias notificadas na semana passada pelo Ministério Público (MP) por apresentarem preço abusivo de produtos como o álcool em gel se comprometeram a abaixar os valor das mercadorias. Em reunião com o MP e com o Procon, elas alegaram dificuldades de encontrar os produtos em preço barato e, por causa disso, estariam praticando valor alto.

O MP deu prazo de 15 dias para que essas farmácias apresentem planilha de custos e notas fiscais comprovando as informações. "Demos 15 dias para trazerem a documentação referente a custos e notas fiscais dos distribuidores", afirmou o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar. Segundo ele, as seis farmácias notificadas alegaram preços altos praticados pelos fornecedores. "Eles disseram que, no início da pandemia, não tinham como vender mais barato porque os fornecedores estavam repassando em preço alto."

No início da semana passada, o Procon pediu informações a 20 estabelecimentos que comercializam o produto. O levantamento apontou diferença de quase 700% em preços praticados do álcool em gel. Na comparação entre os preços, o órgão encontrou álcool em gel industrializado sendo vendido a R$ 5,60 o litro em um estabelecimento e a R$ 44 em outro, o que representa uma diferença de 685%. Entre um e outro, o preço é quase oito vezes maior no último.

De acordo com o promotor, os estabelecimentos informaram que a situação está mais tranquila e se comprometeram a baixar ainda mais os preços. "Fomos informados que eles já abaixaram o valor e que pretendem abaixar ainda mais, porque estão em negociação com os fornecedores", disse Sogaiar. O Procon deve continuar a fiscalização. "Vamos fazer uma nova pesquisa até a semana que vem para ver como estão os preços nessas e em outras lojas", afirmou o coordenador do órgão, Marco Cito.

Segundo ele, se a documentação apresentada pelas farmácias não comprovarem os argumentos, elas poderão sofrer medidas administrativas.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]