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Dor no corpo, cabeça la­­tejante, calafrio. Quan­­do os sintomas aparecem, recorrer ao termômetro para confirmar a sensação febril é a primeira recomendação. É também um hábito comum, afinal, os aparelhos estão disponíveis nas farmácias e, na teoria, são fáceis de serem manipulados.

Geralmente, a febre indica uma infecção ou uma inflamação. "Sempre que a pessoa tiver febre deve pensar nessas duas situações", explica Selmo Minucelli, clínico-geral e oncologista do laboratório Frischmann Aisengart. A temperatura que indica uma febre varia entre adultos e crianças e especialidades médicas. Enquanto em adultos, temperaturas acima de 37,8°C são consideradas hipertermia, em crianças o valor é mais baixo, a partir de 37,5°C.

Os tipos de termômetros são variados e com preços que podem ir de R$ 5 a R$ 300. O mais conhecido é o de mercúrio, que, além de barato, é bastante preciso, indicando variações de até 0,05°C. O grande problema é seu manuseio, pois muitas pessoas têm dificuldade de fazer a aferição correta.

O digital é fácil de ser manipulado, além de a aferição ser rápida. "Enquanto dura a bateria, funciona bem", lembra Tony Tannous Tahan, infectopediatra do Hospital de Clínicas. Também na linha digital, há os termômetros de testa e de ouvido, que medem a temperatura em poucos segundos. Junto com o termômetro-chupeta, são aliados na verificação de temperatura de crianças pequenas.

A desvantagem dos digitais é o preço, o maior entre os tipos de termômetros. São utilizados principalmente por profissionais de saúde, que lidam com a urgência e rapidez no atendimento. Podem ser usados em casa, porém demandam cuidados na manipulação. "Se não usados corretamente, corre-se o risco de o termômetro apresentar uma temperatura equivocada, quando clinicamente a pessoa está com febre", avisa Osni Silvestri, gerente-médico do Hospital Vita Curitiba.

Outro fator a ser ponderado na escolha do termômetro é a qualidade da marca. É importante averiguar se o produto está em conformidade com as normas do órgão regulador. A recomendação é consultar especialistas da área da saúde antes da aquisição.

Mercúrio

Fotos: Aniele Nascimento e Mel Gabardo / Gazeta do Povo

• Indicação – pessoas de qualquer idade.

• Vantagens – de baixo custo, em geral, não apresenta problemas de aferição e é bastante preciso.­­ Mas, para isso, deve ser usado de forma correta. Precisa ficar na axila por três minutos sem que a pessoa se movimente. Pode ser utilizado também via oral.

• Desvantagens – por ser frágil, quebra facilmente, liberando mercúrio junto com pequenas esferas metálicas. Ao ser inalado, não é eliminado pelo organismo, o que traz riscos de afetar o sistema nervoso e causar doenças.

• Preço – R$ 5

Digital

• Indicação – pessoas de qualquer idade.

• Vantagens – prático e moderno, ele afere a temperatura mais rapidamente (em média, um minuto) e avisa a pessoa quando conclui a medição. O risco de quebrar é praticamente zero.

• Desvantagens – conforme a bateria perde a força, o termômetro demora mais para apitar e pode ficar desregulado. Por isso, a recomendação é optar por uma marca de qualidade.

• Preço – R$ 10 a R$ 15

Digital auricular

• Indicação – uso médico, principalmente.

• Vantagens – o grau de aferição da temperatura é preciso e rápido, leva em torno de dez segundos.

• Desvantagens – é necessário certificar-se antes de que não há cera no ouvido do paciente. Nesse caso, a aferição torna-se ineficaz. Ao ser introduzido, o bico do termômetro chega próximo ao tímpano – cavidade em que se estende a membrana sonora –, podendo machucar o ouvido, caso a pessoa mova a cabeça. O produto deve ser higienizado corretamente para evitar transmissão de doenças.

• Preço – R$ 100 a R$ 300

Chupeta-termômetro

• Indicação – crianças pequenas (0 a 1 ano).

• Vantagens – a chupeta tem um sensor dentro do bico capaz de medir a temperatura da criança em mais ou menos um minuto. Por ser utilizada via oral, é bastante precisa e prática, já que possui um visor que mostra a temperatura. É uma maneira lúdica de aferição.

• Desvantagens – uso da chupeta pode virar um hábito difícil de tirar. Os pais não devem usá-la para apenas acalmar a criança, uma vez que a tranquilidade do filho depende do ambiente familiar.

• Preço – R$ 20 a 30.

Fontes: Osni Silvestri, gerente-médico do Hospital Vita Curitiba; Tony Tannous Tahan, infectopediatra do Hospital de Clínicas; e Selmo Minucelli, clínico-geral do Frischmann Aisengart.

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