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Prefeitura de Londrina confirma primeiro caso de zika

A suspeita é de que idoso de 68 anos tenha adquirido a doença no próprio município

  • PorMarcus Ayres,
  • 29/01/2016 14:10
Doença é transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito vetor da dengue e da febre chikungunya. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Doença é transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito vetor da dengue e da febre chikungunya.| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Foi registrado o primeiro caso de zika vírus em Londrina. A confirmação foi dada na manhã desta sexta-feira (29) pela Secretaria Municipal da Saúde, durante uma reunião sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde de Londrina, Fátima Tomimatsu, o infectado é um homem de 68 anos, que começou a sentir os sintomas no último dia 18. O idoso, que reside na região central, já está em tratamento e passa bem.

O resultado do exame saiu na quinta-feira (28) e foi feito em um laboratório particular da cidade. O teste agora será encaminhado para contraprova no Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), em Curitiba. A expectativa é de que o resultado seja divulgado na semana que vem.

Ainda segundo Fátima, as investigações apontam que o caso é autóctone, o que deixa Londrina em situação de alerta. “Era o que nós temíamos. Ao que tudo indica, ele adquiriu a doença aqui na cidade. Ou seja, o vírus já está circulando. Era quase inevitável”, explicou.

Primeiro caso na região

Se o registro de Londrina for confirmado, será o primeiro caso de zika vírus no Norte do Paraná. Neste ano epidemiológico (desde agosto de 2015), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já confirmou um caso importado da doença em Alto Piquiri, na região Noroeste. Neste período, foram 176 notificações (casos suspeitos), sendo 11 somente em Londrina.

Diante da relação do zika vírus com a microcefalia em recém-nascidos, a Secretaria de Saúde de Londrina informou que as grávidas terão um atendimento especial. “Já temos uma rede de assistência preparada para atender gestantes que eventualmente possam descobrir a doença. A referencia hospitalar na região é o Hospital Universitário [HU], mas todas as unidades básicas estão orientadas e os médicos capacitados para o segmento”, informou Fátima.

Preocupação com a dengue

Apesar do caso confirmado de zika vírus em Londrina, a diretora de Vigilância em Saúde ressaltou que a preocupação maior ainda é com a dengue. Embora o município não viva uma situação de epidemia, o índice de infestação do Aedes aegypti é alto.

De acordo com boletim divulgado no último dia 21 pela pasta, foram registrados este mês 731 notificações referentes à doença, sendo que 31 casos foram confirmados como positivos na cidade. Outros 700 casos aguardam os resultados de exames laboratoriais.

“Se surgir uma epidemia de dengue agora, nós temos um grande risco de pessoas que já tiveram a doença desenvolverem a febre hemorrágica, que pode matar. Óbvio que todas as medidas que tomamos contra a dengue, como o controle do mosquito, servem contra a zika e contra a chikungunya”, ressaltou Fátima.

Ação reforçada

O caso de zika vírus em Londrina foi discutido na manhã desta sexta (29) durante a primeira reunião ampliada do Comitê Gestor Intersetorial de Combate à Dengue em 2016. A atividade realizada no anfiteatro do Hospital do Câncer de Londrina (HCL) contou com mais de cem representantes de instituições, associações de bairro e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Na ocasião, o secretário Gilberto Martin falou sobre o fortalecimento de ações contra o Aedes aegypti, incluindo a eliminação de possíveis focos de proliferação do mosquito e campanhas de conscientização.

Este mês, 60 novos agentes de controle de endemias foram contratados temporariamente pela Secretaria de Saúde em Londrina. Outros 60 convocados estão em fase de contratação para se juntar aos 251 servidores da equipe de endemias do município. Além disso, 320 agentes comunitários estão sendo agregados nos trabalhos de combate ao mosquito.

“Teremos quase 700 pessoas passando diariamente nas casas, fazendo a vistoria e a eliminação de criadouros. Também estamos buscando voluntários. Várias entidades estão aderindo para realizar mobilizações”, explicou Martin.

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