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Sem Rodeios

Caso Master: atuação de Toffoli expõe tensão com a PF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (15) que quatro peritos da Polícia Federal acompanhem a extração e análise dos dados de celulares e computadores apreendidos na Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes no Banco Master, depois de as provas terem sido enviadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) por ordem dele; a decisão estabelece que os técnicos terão livre acesso ao material sob custódia da PGR e devem contar com o apoio do órgão, mas gerou alertas de peritos criminais sobre riscos à preservação das provas.

Toffoli mudou decisões sobre provas do Banco Master três vezes em 24h

Dias Toffoli alterou pelo menos três vezes em cerca de 24 horas suas decisões sobre o destino e o acesso às provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master: inicialmente ordenou que todos os bens e dispositivos eletrônicos fossem lacrados e enviados ao STF, depois recuou e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) realizasse a extração e análise das provas e, finalmente, autorizou que quatro peritos da Polícia Federal tivessem acesso ao material sob custódia da PGR após críticas de investigadores e questionamentos técnicos sobre a condução da perícia e a preservação do material.

Cunhado de Vorcaro fez negócio com família de Toffoli em resort

O empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), foi identificado como cotista dos fundos de investimento que compraram parte da participação da família do ministro Dias Toffoli, do STF, no resort Tayayá, no interior do Paraná, em um negócio avaliado em cerca de R$ 6,6 milhões e com aportes totais de cerca de R$ 20 milhões no empreendimento, operação que coloca em foco conexões entre os investigados no caso Master e negócios privados de parentes do ministro — embora Toffoli não tenha participação direta no resort e nem tenha comentado o assunto.

Moraes: prisão de Bolsonaro não é “colônia de férias”

O ministro do STF Alexandre de Moraes rebateu críticas feitas pela família e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre as condições de sua prisão, afirmando que o cumprimento de pena não pode ser tratado como “colônia de férias”. Moraes classificou as reclamações como parte de uma estratégia para deslegitimar o Judiciário e destacou que Bolsonaro está detido em condições superiores às da maioria dos presos no Brasil, em uma Sala de Estado-Maior no complexo da Papuda. Segundo o ministro, as críticas ignoram a realidade do sistema prisional brasileiro e não encontram respaldo nos fatos.

O Sem Rodeios vai ao ar, ao vivo, às 13h30 no canal do YouTube da Gazeta do Povo.

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