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Sem Rodeios

Caso Master: Toffoli causa incômodo ao STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, antecipou o retorno a Brasília antes do fim do recesso judiciário em meio à crise em torno do Caso Master, investigação que apura fraudes associadas ao Banco Master e que tem gerado forte desgaste institucional para a Corte. A decisão de voltar mais cedo foi motivada pelo aumento do mal-estar com a maneira como o relator do caso, ministro Dias Toffoli, vem conduzindo o inquérito — que incluiu decisões consideradas “atípicas”, a centralização de investigações no STF e elevado grau de sigilo, o que provocou críticas da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e de defensores dos investigados.

Segundo o G1, desde segunda-feira (19), Fachin tem conversado com outros ministros sobre o episódio para buscar uma saída institucional e gerenciar os impactos negativos à imagem da corte. Ainda nesta terça-feira (20), ele seguirá para São Luís (MA) para se reunir com o ministro Flávio Dino.

O ponto central das discussões é justamente a manutenção de Toffoli à frente da investigação sobre o caso e as repercussões que as decisões recentes vêm provocando nos órgãos de investigação e no próprio STF.

Senado atinge assinaturas para instaurar a CPI do Banco Master

A proposta de criação de uma CPI para investigar irregularidades envolvendo o Banco Master no Senado alcançou o número mínimo de 42 assinaturas, equivalente a um terço dos senadores, permitindo que o requerimento avance para instalação da comissão. A iniciativa é liderada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e agora depende de leitura em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para ser oficialmente criada. A CPI pretende apurar possíveis fraudes financeiras e responsabilidades no caso, que já é alvo de investigações policiais e pode envolver prejuízos bilionários, aumentando a pressão política para que o Senado dê andamento às apurações.

Girão  pede investigação sobre decisões de Toffoli

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, pedindo a abertura de investigação sobre possível quebra de custódia e conflitos de interesse na condução do inquérito que apura fraudes ligadas ao Banco Master; Girão critica decisões de Toffoli que teriam desrespeitado procedimentos padrão, como determinar o envio de provas lacradas ao STF sem análise prévia da Polícia Federal, e alega que relações comerciais de familiares do ministro com envolvidos no caso levantam dúvidas sobre sua imparcialidade, solicitando ainda análise sobre eventual suspeição de Toffoli na função de relator — a PGR agora pode decidir dar seguimento ou arquivar o pedido.

TSE abre consulta pública que pode ampliar censura nas eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu prazo para a sociedade enviar sugestões às minutas de resoluções que vão nortear as Eleições 2026, com audiências públicas marcadas para 3 a 5 de fevereiro em que serão debatidas normas sobre propaganda eleitoral e ilícitos eleitorais que podem impactar diretamente a liberdade de expressão no ambiente digital, como a remoção de conteúdos considerados ataques ao sistema de votação ou desinformação sem necessidade de ordem judicial prévia, além do uso de conceitos amplos que podem alcançar manifestações de caráter político, despertando críticas de que tais regras podem reforçar mecanismos de censura durante o pleito. 

O Sem Rodeios vai ao ar nesta terça-feira (20) às 13h30, ao vivo, no canal da Gazeta do Povo no YouTube.

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