A possível delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve incluir apurações sobre eventuais contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e integrantes do Banco Central do Brasil durante a liquidação do Banco Master, incluindo possíveis conversas com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo; investigadores também analisam um contrato de alto valor firmado entre o banco e o escritório da esposa de Moraes, além de reuniões e pareceres ligados ao caso, enquanto a inclusão de ministros do STF na delação enfrenta entraves jurídicos e resistência institucional, já que qualquer investigação contra integrantes da Corte depende de autorização do próprio tribunal.
Prazo dado pela CPMI ao STF sobre celular vence sem resposta
A análise de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro levou o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos -MG) a cobrar que o Supremo Tribunal Federal esclareça quem utilizava um número funcional da Corte que teria recebido mensagens do banqueiro no dia de sua prisão; o prazo fixado pelo presidente da comissão para a resposta já venceu sem manifestação oficial do STF, aumentando a pressão por esclarecimentos, enquanto o ministro Alexandre de Moraes nega qualquer contato e investigadores tentam identificar se houve uso institucional ou indevido da linha.
Mendonça da "xeque-mate" em Alcolumbre
O ministro André Mendonça concedeu uma decisão que pressiona diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao determinar prazo para a leitura do requerimento de prorrogação da CPMI do INSS, criando um impasse regimental: se cumprir a ordem, Alcolumbre é obrigado a avançar com a comissão, ampliando investigações sensíveis; se não cumprir, pode enfrentar questionamentos jurídicos e políticos, configurando um “xeque-mate” que limita suas opções e fortalece o andamento da CPMI.
Vorcaro é transferido para cela onde Bolsonaro ficou na PF
O banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido, por decisão do ministro André Mendonça, da penitenciária federal para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, passando a ficar na mesma cela utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em um ambiente com condições mais amplas e estrutura diferenciada; a mudança, atendendo a pedido da defesa, ocorre em meio ao avanço das negociações para um possível acordo de delação premiada, já que a proximidade com investigadores facilita depoimentos e tratativas.
Lulinha viajou para a Finlândia com custos pagos por lobista
Lulinha viajou à Finlândia com a família em uma viagem de luxo custeada pela lobista Roberta Luchsinger, ligada ao esquema investigado do INSS; segundo a apuração, os custos chegaram a cerca de R$ 300 mil por família, incluindo hospedagem em hotel de alto padrão, enquanto a lobista teria bancado despesas pessoais do empresário e mantinha relação com o operador conhecido como “Careca do INSS”, ampliando suspeitas sobre o elo entre viagens, lobby e recursos sob investigação.
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