O Ministério Público, sob a gestão de Paulo Gonet, anunciou o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas avançadas para o monitoramento das eleições de 2026. Críticos e setores da direita alertam que o uso de algoritmos e sistemas de vigilância sobre o processo eleitoral e o discurso digital eleva o risco de uma censura institucionalizada e sistêmica. Sob o pretexto de combater a desinformação, essas medidas são vistas como instrumentos que podem silenciar a oposição e comprometer a liberdade de expressão, consolidando um controle estatal sem precedentes sobre o voto e o debate público.
PT aciona PGR contra Tarcísio por suposta propaganda irregular nas redes sociais
O PT acionou a PGR para investigar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por suposto financiamento irregular de perfis de entretenimento e fofoca nas redes sociais. A representação, baseada em levantamento da revista Piauí, aponta que páginas como “Alfinetei” e “Exclusivas da Fama” passaram a publicar conteúdos elogiosos à gestão estadual em um padrão editorial suspeito entre o final de 2025 e o início de 2026. Além do PT, o ministro Guilherme Boulos (Psol) também acionou o Ministério Público de São Paulo pedindo o rastreio da origem dos pagamentos, enquanto o governo paulista nega veementemente as acusações, afirmando que não houve investimento público nas postagens e que segue rigorosamente os princípios da legalidade e impessoalidade.
Lula intensifica uso da máquina pública visando reeleição
Lula tem intensificado o uso da máquina pública e desafiado os limites fiscais para fortalecer a sua imagem visando a tentativa de reeleição em 2026. Através da ampliação de gastos em programas sociais e do anúncio de novos investimentos em infraestrutura, o governo busca recuperar a popularidade em sectores estratégicos do eleitorado, mesmo sob críticas de economistas sobre o impacto nas contas públicas e no equilíbrio fiscal do país. A estratégia inclui ainda a antecipação de entregas de obras e o reforço da presença federal em estados governados por opositores, consolidando uma agenda política focada na manutenção do poder e na contenção do crescimento de candidaturas de direita.
Eleição do Senado em 2026 será a mais decisiva da história
A eleição para o Senado em 2026 é apontada como um marco histórico para o Brasil por renovar duas das três cadeiras de cada estado, o que permitirá uma mudança profunda na correlação de forças do Poder Legislativo. O pleito ganha relevância estratégica porque os senadores eleitos serão responsáveis por decisões cruciais nos próximos oito anos, incluindo a aprovação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a análise de eventuais pedidos de impeachment de magistrados, pauta central para o eleitorado conservador. Além disso, o controle da Casa é fundamental para o equilíbrio entre os poderes e para a governabilidade do próximo presidente, tornando a disputa pelas 54 vagas o principal campo de batalha política para a consolidação ou renovação das correntes ideológicas no país.
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