O escândalo envolvendo o Banco Master e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) gera uma crise de imagem na Corte e deve se tornar um dos temas centrais das eleições de 2026. As investigações apontam uma proximidade entre a instituição financeira e integrantes do tribunal, incluindo o financiamento de eventos e a contratação de escritórios de advocacia ligados a familiares de magistrados, alimentando o desgaste institucional. O cenário é agravado pela decisão do ministro Dias Toffoli de manter sob sigilo investigações relacionadas ao banco, o que reforça críticas sobre a falta de transparência e a atuação do Judiciário. Analistas políticos avaliam que o caso será explorado pela oposição como um plebiscito sobre o tribunal no próximo pleito nacional.
Familiares de Toffoli tiveram sociedade com fundo ligado ao Master
Empresas controladas por familiares do ministro Dias Toffoli (STF) tiveram um fundo de investimento ligado a fraudes e ao Banco Master como sócio. De acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, o fundo de investimento em participações (FIP) chamado Turmalina aportou recursos em empresas de agropecuária e comércio da família do magistrado.
As investigações apontam que o fundo Turmalina é administrado por executivos ligados ao Banco Master e estaria envolvido em esquemas de valorização artificial de ativos. O vínculo societário entre o fundo e os parentes de Toffoli teria ocorrido no mesmo período em que o ministro tomou decisões favoráveis a interesses ligados ao grupo financeiro. A defesa do ministro e os familiares negam qualquer irregularidade, afirmando que as operações foram estritamente comerciais e dentro da legalidade.
Omissão da esquerda sobre repressão no Irã gera críticas
Parte da esquerda global mantém um discurso antifascista e anti-imperialista que se revela incoerente diante de crises internacionais. Enquanto protestos contra Israel e apoio ao Hamas mobilizaram multidões após os ataques de 2023, manifestações das iranianas contra o regime teocrático em 2022 e os atuais levantes reprimidos brutalmente no Irã não receberam a mesma atenção. Analistas apontam que essa seletividade decorre do antiamericanismo herdado da Guerra Fria e do relativismo cultural, que simplificam narrativas e ignoram complexidades. A nova onda de protestos iranianos, iniciada em 28 de dezembro, envolve diferentes classes sociais e até comerciantes dos bazares, tradicional sustentáculo do regime, indicando uma erosão interna que pode elevar o custo político da repressão.
Moraes concede semiaberto à hacker responsável por prisão de Zambelli
O ministro Alexandre de Moraes autorizou nesta segunda-feira (12) a progressão de pena do hacker Walter Delgatti Neto para o regime semiaberto. Condenado a oito anos e três meses por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça em 2023, supostamente a mando da deputada Carla Zambelli (PL-SP), Delgatti estava preso em Tremembé (SP). Moraes determinou que a Secretaria da Administração Penitenciária providencie sua transferência para colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar.
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