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Sem Rodeios

Ibaneis, Master e o jogo Supremo

O nome do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), voltou ao centro do noticiário após o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, afirmar em depoimento que manteve conversas com o governador sobre a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), então presidido por Paulo Henrique Costa. As investigações também trouxeram à tona um encontro na mansão de Vorcaro, revelado pela imprensa, que teria contado com a presença do ministro do STF Alexandre de Moraes e de Paulo Henrique Costa. Moraes negou as denúncias.

Ibaneis havia sido afastado do cargo em janeiro de 2023, por decisão do mesmo ministro após os “atos golpistas de 8 de janeiro”, sob a justificativa de omissão e falhas graves na segurança pública do Distrito Federal, que permitiram a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. À época, Moraes apontou possível negligência das autoridades locais. O governador foi reconduzido ao cargo por decisão do próprio ministro do STF, após o avanço das investigações. Agora, as novas revelações envolvendo Vorcaro, o Banco Master e o BRB reacendem o debate sobre a intersecção entre poder político, interesses econômicos e decisões institucionais no país.

Diretor do BC compara caso Master a fraude no governo Dilma

O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino, comparou a suposta fraude envolvendo o Banco Master com o escândalo do Banco Cruzeiro do Sul, ocorrido em 2012 durante o governo de Dilma Rousseff, por conta da emissão de carteiras de crédito falsas (CCBs) sem lastro financeiro — prática que teria levado o BC a monitorar e identificar a irregularidade em acareação conduzida no âmbito do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF); o caso Master envolve transações bilionárias com o BRB e um rombo muito maior do que no caso anterior, e inclui a participação de empresas como Tirreno, The Pay e Cartos nas operações suspeitas de fraude.

Senadores pedem quebra de sigilo de esposa de Moraes

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram um requerimento à CPI do Crime Organizado no Senado pedindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, abrangendo o período de 1º de janeiro de 2024 a 1º de janeiro de 2026, com o objetivo de investigar possíveis “nexos financeiros” e movimentações atípicas ligadas ao contrato de R$ 129 milhões entre o escritório dela e o Banco Master, embora órgãos consultados tenham negado envolvimento direto da advogada na defesa da instituição junto a entidades públicas; o pedido ainda aguarda deliberação da comissão.

PL tenta unir direita com Zema vice de Flávio Bolsonaro

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido trabalhará para atrair o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para ser vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026, em meio à reorganização do campo conservador após a filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD, o que diminuiu as possibilidades de apoio do partido ao bolsonarismo; Valdemar destacou que Zema seria um “ótimo vice” e que é importante reunir a direita já no primeiro turno, embora Zema até aqui mantenha sua pré-candidatura própria.

O Sem Rodeios vai ao ar às 13h30, ao vivo, no canal do YouTube da Gazeta do Povo.

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