Uma articulação em Brasília tenta proteger o ministro Alexandre de Moraes das investigações do caso Banco Master, enquanto o ministro Dias Toffoli aparece como possível foco de maior pressão diante de novos elementos atribuídos à Polícia Federal. Nos bastidores, o governo Lula seria apontado como atuante para evitar que a crise atinja Moraes e gere efeitos políticos mais amplos, inclusive com especulações sobre uma eventual queda de Toffoli. O cenário envolve ainda menções a tratativas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro e possíveis estratégias em acordos de delação, enquanto a avaliação é de que o caso pode ganhar novos desdobramentos e ampliar a tensão entre Judiciário e política.
PF mira grupo de hackers ligado a Vorcaro
A Polícia Federal intensificou as investigações para identificar os integrantes do grupo conhecido como “os meninos”, ligado ao empresário Daniel Vorcaro no caso Banco Master. Segundo apurações, esse núcleo atuaria como uma célula de inteligência cibernética, responsável por invadir sistemas sigilosos de órgãos como Judiciário, Ministério Público e até a Interpol para obter dados confidenciais usados por outro braço da organização, chamado de “turma”. As investigações apontam ainda para uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, pagamentos regulares e possível uso de hackers para monitoramento, ataques digitais e coleta de informações estratégicas, o que amplia a gravidade do esquema.
Delaçãod e Vorcaro ganha força após reunião com Mendonça
O ministro André Mendonça se reuniu com o advogado de Daniel Vorcaro em meio ao avanço das investigações do caso Banco Master e à possibilidade de um acordo de delação premiada. O encontro ocorreu após a troca na defesa do empresário e em um momento de pressão, com a prisão mantida pelo STF e a Polícia Federal pedindo mais prazo para aprofundar as apurações. Nos bastidores, a expectativa é que uma eventual colaboração de Vorcaro possa trazer novas provas e ampliar o alcance das investigações, inclusive envolvendo autoridades.
Oposição pressiona Lula por demissão de Gonet
Deputados de oposição enviaram ao presidente Lula um pedido para que proponha a demissão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob a acusação de omissão em investigações relacionadas ao caso Banco Master e a suspeitas envolvendo ministros do STF, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Os parlamentares alegam que o chefe da PGR não tomou providências diante de denúncias relevantes e citam a Constituição para sustentar que o presidente pode encaminhar ao Senado um pedido de exoneração, embora não haja precedentes desde a redemocratização.
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