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lista de falecimentos - 07/10/15

Maria Aparecida Macedo Cozzella: o sorriso de Dona Cida

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Guerreira. É a primeira palavra que vem à cabeça na hora de definir Maria Aparecida Macedo Cozzella. Não é por acaso que o adjetivo surge quando se fala sobre a vida da paulistana. Vinda de uma família humilde, garantiu com muita luta uma vida melhor para os filhos, Andrea, Claudia e Marcos. Dona Cida, como era chamada por todos, conseguiu comprar uma casa e manter os três no caminho da educação.

Desde 1998, ela sofreu também com três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), que lhe trouxeram muitas limitações. Mesmo com as dificuldades de movimento e fala, vivia todos os dias da melhor maneira: sorrindo.

Quando mais jovem, Dona Cida queria voar. Decidiu então que seria aeromoça, mesmo sem nunca ter entrado em um avião. Passou em testes e conseguiu o trabalho. Já estava com o uniforme em mãos, mas resolveu não tirar os pés do chão. Ela se casou com Gianni em 1959 e acabou se dedicando apenas à família. A cumplicidade dos dois sempre foi de impressionar. Mais tarde e com filhos, formavam o que diziam ser uma “mesa de cinco pernas”, em que todos eram responsáveis pelo equilíbrio da família.

Maria era uma pessoa doce. Primeiro pela sua personalidade. Sempre serena e agradecida pela vida. Para tudo dizia obrigado três vezes. O doce também definia seu gosto na cozinha. Amava comer as guloseimas, principalmente os chocolates. Mesmo com as restrições médicas dava sempre um “jeitinho”. Nesse ponto “aprontava”. Escondia em seu armário alguns bombons. O esconderijo tinha até um apelido na família: floquinho.

Maria Aparecida era uma mulher de presença. Gostava de estar junto das pessoas e gostava de senti-las junto dela. Quando estava com os filhos ou netos queria pegar na mão e fazer carinho por muito tempo. Para os netos também tinha outra forma de se fazer presente. Todos os domingos ia ao mercado e comprava um desodorante, meias e um chocolate para cada um dos cinco. Enviava o agrado todas as semanas.

A música e a televisão eram duas grandes paixões. Na telinha seu programa favorito era o Acontece Curitiba, apresentado pela filha Claudia. Gostava também das novelas. Para ouvir, amava Elvis Presley.

Quando casou não gostava nem um pouco de futebol, mas aprendeu com o marido a virar uma grande torcedora. Era são paulina e acompanhava seu time pela televisão junto com Gianni. Além de torcedora era religiosa. Católica, frequentou a igreja o quanto pode. Após sofrer os AVCs limitou suas idas à missa, mas não sua fé e devoção.

Maria Aparecida nasceu e viveu a vida toda na cidade de São Paulo. O Paraná conheceu por acaso, mas logo na primeira vez que veio se apaixonou. Tinha um grande amor por Curitiba e nutria o sonho de morar na capital paranaense, perto das filhas Andrea e Claudia — “curitibanas” há quase três décadas. Vinha com certa frequência para a cidade, visitar as meninas e os netos. Estava já algum tempo procurando uma casa pelas redondezas.

No dia 13 de setembro ela e a família foram surpreendidos por uma repentina parada cardíaca. Deixa o marido, Gianni, os filhos, Andrea, Claudia e Mauro, os netos, Diego, Adann, Giuliana, Luis Carlos e Gabriel, e duas noras.

Lista de falecimentos - 07/10/15

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