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No programa Última Análise desta segunda-feira (28), os comentaristas debateram a respeito da fake news sobre Nossa Senhora de Aparecida, envolvendo o presidente Lula (PT) e o candidato Flávio Bolsonaro (PL). O petista acusou o senador de querer retirar-lhe o título de padroeira do Brasil, notícia falsa proibida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Medonça. Porém, em contrapartida, Flávio Dino voltou a permitir a veiculação. Ontem (28), Luiz Fux novamente a proibiu, levando ao ápice o acirramento na Corte, a poucos dias do pleito presidencial.
"Isto foi uma sujeira do PT, com a participação de alguns bispos que desonram o episcopado, agindo de modo vil na política. Sou católico, e afirmo que se trata de dar legitimidade a uma mentira, promovendo uma falsa e mentirosa guerra santa no país", diz o ex-juiz de Direito Adriano Soares da Costa.
Segundo Fux, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) combateu a afirmação categórica de um fato comprovadamente falso. Além disso, o ministro afirmou que Dino cassou a decisão de Mendonça sem o pedido de informações ao relator e a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
"O PT resgatou um projeto [O PL 2.623/2007 tiraria de Nossa Senhora o título de "Padroeira do Brasil" e foi rejeitado] que nada tem a ver com Flávio Bolsonaro e cujo autor era inclusive da base de Lula. É um crime eleitoral, que está lá no artigo 323 do Código Eleitoral, a uma semana da eleição, com a força de atrapalhar o pleito", explica a advogada Fabiana Barroso.
Impacto eleitoral
Por ora, o presidente Lula (PT) lidera o cenário estimulado de primeiro turno com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) aparece na sequência, com 34%. Na simulação de segundo turno entre os dois, a vantagem de Lula cai e os dois ficam empatados numericamente: cada um tem 42%. O levantamento foi registrado no TSE sob o nº BR-06520/2026.
"O objetivo comum é tirar a esquerda e o PT. Isso é bem claro. Em relação às pesquisas, é possível ver que está tudo embolado. A própria eleição, no domingo, vai definir e segundo turno é outro jogo", avalia Barroso.
O caso de Nossa Senhora deve ir para o plenário, conforme Fux: "A providência que devolve ao colegiado a decisão, com o estado de coisas preservado, é a que melhor realiza a colegialidade, não a que a compromete", afirma o ministro na decisão.
Soares da Costa lembrou que, para além da eleição presidencial, a eleição do Senado é de vital importância. "Cada candidato deve pensar no seu papel e vale lembrar que no Senado não tem segundo turno. E, com senadores fortes, saíremos desta bagunça institucional", ele explica.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



