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Última Análise

Amizade regada a whisky: Gonet vai mesmo conduzir delação de Vorcaro?

Nessa semana o Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar a decisão monocrática do ministro André Mendonça, que determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro na terceira fase da operação Compliance Zero. Se Vorcaro permanecer preso, ganha força a possibilidade de uma delação premiada.

A grande questão é quem vai ter autonomia para conduzir essa negociação se tanto o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, juntamente com Alexandre de Moras e Dias Toffoli, estiveram com outros figurões em uma degustação de whisky, em Londres, com tudo pago pelo banqueiro.

Relator da CPI do INSS chama Vorcaro de “mafioso”

Ao discursar na reunião da CPMI do INSS, o relator Alfredo Gaspar (União-AL) acusou o empresário Daniel Vorcaro de manter "relações suspeitas" com autoridades da República, após a prisão preventiva dele na última semana, e cobrou explicações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Durante a fala, Gaspar classificou Vorcaro como “mafioso”. “Qual é a palavra única para definir esse cidadão chamado Vorcaro? Só tem uma: mafioso, gângster, bandido”, disse o relator.

O parlamentar disse ainda que o empresário teria transferido cerca de R$ 80 milhões para a família de Moraes por meio de contratos privados firmados com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. O valor foi estimado a partir de informações sobre um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório e o Master, reveladas após a prisão de Vorcaro, no ano passado. O escritório confirmou, em nota divulgada nesta segunda-feira (9), ter prestado serviços ao Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sem detalhar valores.

Fachin diz que Justiça não pode ficar “aprisionada” a interesses econômicos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (10) que o Judiciário não pode ficar “aprisionado” a interesses econômicos, conveniências políticas ou pressões corporativas. A declaração foi feita durante reunião com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância, em meio ao debate sobre os chamados “penduricalhos” pagos a servidores públicos.

Segundo o ministro, a legitimidade da Justiça depende de compromisso com valores constitucionais e com o exemplo institucional. “Não podemos deixar que a Justiça fique aprisionada em interesses paroquiais, em conveniências econômicas ou em cálculos políticos. O que legitima a Justiça é o mesmo ideal que legitima a liberdade”, afirmou.

Na fala aos presidentes de tribunais, Fachin também disse que a sociedade espera mais eficiência e igualdade na aplicação da lei. Segundo ele, o Judiciário não pode se afastar das demandas da população.

“Não podemos ser indiferentes às mazelas da nossa população. Não podemos ignorar as demandas por ética e transparência que vêm da sociedade”, afirmou.

O programa Última Análise é ao vivo, a partir de 19h, no canal do YouTube, da Gazeta do Povo.

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