Pelo jeito, o Congresso Nacional não aguenta mais as interferências do poder ao lado, o intocável Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom de desabafo, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) criticou a determinação do ministro Flavio Dino, que cobrou explicações, por conta de uma reportagem do jornal Metrópoles, que identificou o envio de R$ 3,6 milhões em emendas Pix para a Fundação Oasis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha, do pastor André Valadão.
"Espero que seja uma provocação constitucional, republicana. Porque se não for, está muito claro que é uma retaliação às minhas falas e mostra claramente que o Congresso Nacional está sendo, neste ponto, desrespeitado", afirmou Viana.
O episódio se deu logo após Dino ter anulado a votação que determinou a quebra de sigilo do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha".
Este será o ponto de aprtida do programa Última Análise desta quinta-feira (19). Hoje participam do programa o professor da FGV Daniel Vargas, o escritor Francisco Escorsim e o editor de Ideias da Gazeta do Povo Gabriel de Arruda Castro.
Acordo por Moraes?
O programa também vai abordar a reportagem do jornalista Mario Sabino, do Metrópoles, segundo a qual “no tabuleiro do caso Master, a peça do STF a ser sacrificada em troca da salvação de Moraes é, obviamente, Dias Toffoli, ao que tudo indica um caso perdido diante das novas provas que a PF supostamente tem contra ele". O mesmo foi divulgado por Malu Gaspar, do jornal O Globo.
Moro no PL
Outro tema de hoje será a situação do senador Sergio Moro (União-PR). O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) afirmou que Moro deixará a federação União Progressista para se filiar ao Partido Liberal na próxima terça-feira (24). A manifestação do cacique paranaense ocorre no dia seguinte do encontro entre Moro e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na sede do PL.
A greve dos caminhoneiros
O programa também vai abordar a ameaça de paralisação geral da categoria dos caminhoneiros. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirmou, nesta quinta (19), estar preocupada com as novas regras de fiscalização do governo às transportadoras para o cumprimento do piso mínimo do frete anunciadas na véspera. As medidas tentam agradar os caminheiros para evitar uma greve nacional da categoria por causa da disparada do preço do diesel decorrente da guerra no Oriente Médio.



