Aguardada em Brasília como uma bomba relógio, a delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro começa a se tornar mais nítida a cada dia. Mas será que as revelações nela contidas explodiriam os Três Poderes da República, ou apenas sinalizariam fumaça da lenha queimada em um forno de pizza?
Na semana passada após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir mantê-lo encarcerado enquanto responde ao seu processo, o dono do Banco Master trocou de advogado. Seu novo representante é José Luis de Oliveira Lima, conhecido nas bancas federais como “Juca”, e tem no seu currículo delações premiadas famosas, como a do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, apanhado na Operação Lava-Jato. A troca de defensor pode sinalizar uma mudança de estratégia por parte do banqueiro, que se converte no “homem-bomba” mais perigoso de Brasília.
Mas até onde Juca e Vorcaro estariam dispostos a revelar sobre a atuação de magistrados da mais alta corte em seus negócios, uma vez que esses personagens poderiam ter valor como aliados futuramente? E o procurador-geral da República, Paulo Gonet, chancelaria uma eventual delação que tivesse como alvos de denúncias os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli?
A expectativa em relação ao teor da possível delação do dono do banco Master é o tema central do programa Última Análise, que vai ao ar no Canal do Youtube da Gazeta do Povo nesta segunda-feira (16) às 19 horas. Nesta edição o apresentador Marcos Tosi debate esse e outros temas com os comentaristas: Deltan Dallagnol, Guilherme Kilter e Fabiana Barroso.
Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas segue sem previsão de alta
E o que falta para que seja concedido ao ex-presidente Jair Bolsonaro o direito à prisão domiciliar O agravamento do estado de saúde dele reacende a importância deste debate. Porque outros personagens condenados como o ex-presidente Fernando Collor, por exemplo, têm direito a cumprir pena em casa, mesmo com o estado de saúde muito melhor?
De acordo com nota divulgada no fim da manhã da segunda-feira (16) pela equipe médica, Bolsonaro segue em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de um episódio de broncoaspiração. O boletim informa que houve recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios, indicando resposta favorável ao tratamento com antibióticos.
Até então, o ex-presidente seguia com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.
Dino decide acabar com aposentadoria compulsória de juízes
Outro tema do Última Análise de hoje é a decisão monocrática do ministro Flávio Dino que pretende acabar com a aposentadoria compulsória de juízes, quando apanhados em falta grave. Atualmente essa é a pena mais severa à qual os magistrados estão sujeitos. Apesar de positiva, a decisão do ministro surge num momento especialmente delicado, quando a corte enfrenta os piores índices de aprovação da sua história e tem ministros suspeitos de envolvimentos graves em fraudes bilionárias.
Com isso, ficará suspensa a regra que permitia a juízes se aposentarem da função mantendo o salário proporcional ao tempo de serviço. "Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial. Assim, se a perda do cargo for aprovada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a ação deve ser ajuizada diretamente no Supremo Tribunal Federal", escreveu Dino remetendo a decisão ao presidente do órgão, Edson Fachin, que também preside o STF.
Acompanhe o Última Análise de segunda a quinta-feira, às 19h no canal do Youtube da Gazeta do Povo



