Cada vez mais, o cerco se fecha no entorno do presidente Lula. A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26), em votação simbólica e em bloco, um pacote de requerimentos que atinge diretamente o Palácio do Planalto. Entre as medidas autorizadas, destaca-se o pedido do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), para a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente da República.
Governistas tentaram retirar o requerimento da votação, mas não conseguiram. Ao final da votação simbólica, com rejeição dos senadores da base, eles foram tirar satisfação com o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), sobre o placar e houve confusão entre os parlamentares.
Este será o ponto de partida do programa Última Análise desta quinta-feira (26). Hoje participam do programa o professor da FGV Daniel Vargas, o escritor Franciso Escorsim e a advogada Fabiana Barroso.
Mendonça dá salvo-conduto para irmãos de Toffoli
O programa vai falar também sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que concedeu nesta quinta-feira (26) um salvo-conduto a José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli. Assim, os dois ficam desobrigados de comparecer para depor perante a "CPI do Crime Organizado". A decisão atende a pedido da defesa, após a aprovação de requerimentos de convocação dos irmãos pelo colegiado de parlamentares.
Desembargadora do Trabalho defende "penduricalhos"
Outro tema será a ex-juíza e presidente da Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT), Cláudia Márcia de Carvalho Soares, que afirmou, nesta quarta-feira (25), que juízes da primeira instância “não tem água nem café”, ao defender o pagamento de verbas indenizatórias, os chamados “penduricalhos”.
Soares se manifestou durante o julgamento que pode referendar as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam o pagamento de “penduricalhos” ilegais no funcionalismo público.
Gilmar Mendes defende "inquérito das fake news"
Por fim, os convidados vão discutir a fala do ministro Gilmar Mendes, que defendeu, nesta quinta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) por ocasião dos 135 anos da Corte – atualmente sob crise de credibilidade, agravada pelo caso Master.
Em discurso no plenário, ele lembrou de períodos em que a Corte era alvo de “intimidações, agressões e percalços”, principalmente por parte do Executivo, nos anos da ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945) e também do regime militar (1964-1985).E depois, ao falar do período pós-redemocratização, mencionou as “recentes provações” a partir da eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018.



