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Aedes aegypti

17 municípios do Paraná registram epidemia dengue

Outras 23 cidades estão em estado de alerta. Dados foram apresentados no boletim da dengue, divulgado na terça-feira (6) pela Secretaria de Saúde

O Paraná registra 17 cidades em situação de epidemia de dengue e outras 23 em estado de alerta. Os números são do boletim da dengue, apresentado nesta terça-feira (6) pela Secretaria Estadual de Saúde. O documento confirmou, ainda, que a doença foi a principal causa da morte de mais dois paranaenses, o que eleva para cinco o número de óbitos por dengue ocorridas no Paraná desde agosto de 2013.

Segundo informações da Agência Estadual de Notícias (AEN), canal oficial de comunicação do governo do Paraná, as 40 cidades recebem apoio especial do governo, que intensifica ações para promover medidas de controle e prevenção do mosquito transmissor. O relatório foi apresentado durante a reunião ordinária do Comitê Interinstitucional de Controle da Dengue, em Curitiba, e leva em conta os 8.528 casos confirmados da doença contabilizados desde agosto de 2013.

Prevenção

Entre as medidas adotadas pelo governo do Paraná no combate à dengue está a utilização do serviço da Central de Relacionamento do Estado para conscientizar a população. Em dois meses, 23 mil ligações foram realizadas para orientar os habitantes de 59 municípios sobre as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti. 75% dos moradores contatados ouviram a mensagem até o final, segundo informações da AEN.

"Como não é uma mensagem gravada, há uma interação com o cidadão. Muitas pessoas, inclusive, até queriam fazer denúncias sobre focos do mosquito em terrenos vizinhos", afirmou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.

O objetivo das ligações é atingir localidades com índices altos de infestação e/ou incidência da doença. A aplicação do fumacê é outra ação que está sendo adotada como medida de controle ao mosquito adulto da dengue, e um complemento ao trabalho de eliminação manual dos criadouros do mosquito realizado pelas equipes dos municípios. Em 2014, 24 cidades já receberam os veículos que aplicam o inseticida.

O professor Mário Navarro, responsável pelo laboratório que monitora a resistência do Aedes aegypti aos inseticidas do fumacê na Universidade Federal do Paraná (UFPR), destacou a importância do monitoramento referente à eficácia do método, uma vez que o fumacê faz uma seleção dos mosquitos mais resistentes. A Secretaria da Saúde deseja ampliar este monitoramento por meio de uma parceria com a UFPR.

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